quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ciro Gomes cresce cinco pontos e ocupa 2º lugar, aponta pesquisa CNI/Ibope


De acordo com a pesquisa divulgada nesta terça-feira (22) pela CNI/Ibope e que mostra a intenção de voto do brasileiro à presidência da República para as eleições de 2010, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) aparece à frente da ministra Dilma Rousseff.

Num quadro sem a senadora Marina Silva e com o governador José Serra também disputando a presidência, Ciro saltou de 12%, da pesquisa de junho, para 17%. Dilma, que agora está com 15%, tinha 18%.

Nesse cenário, José Serra perde quatro pontos. Em junho ele contava com 38% das intenções de voto. Agora está com 34%.

Sem Serra na lista, o salto de Ciro foi ainda maior. Ele manteve a preferência na disputa com Dilma. Nesse cenário, o socialista estaria com 27% e a ministra com 17%. Em junho ele contava com 22% das intenções de voto; ela tinha 21%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, o que configura um empate técnico entre Ciro e Dilma quando Serra está na disputa.

Vejas as simulações:

Lista 1

* José Serra – 34% (Eram 38% em junho).

* Dilma Rousseff – 15% (Eram 18% em junho).

* Ciro Gomes – 17% (Eram 12% em junho).

* Heloísa Helena – 10% (Eram 7% em junho).

* Não sabe – 10% (Eram 12% em junho).

Lista 2

* Ciro Gomes – 27% (Eram 22% em junho).

* Dilma Rousseff – 17 (Eram 21% em junho).

* Aécio Neves – 12% (Eram 12% em junho).

* Heloísa Helena – 13% (Eram 11% em junho).

* Não sabe – 12% (Eram 15% em junho).

A pesquisa do da Confederação Nacional da Indústria, feita pelo Ibope, ouviu 2002 pessoas entre 11 a 14 de setembro em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos.

Ciro Gomes vê mais chances de ser eleito presidente do que governador

Possível candidato à Presidência da República em 2010, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) afirmou que não quer se eleger "nunca mais" à Câmara, praticamente afastou a possibilidade de disputar o governo de São Paulo em 2010 e reforçou seu desejo de ser o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apesar de a preferida dele ser a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Em entrevista exclusiva ao UOL Notícias, Ciro negou que Lula tenha pedido a ele que seja candidato a suceder seu desafeto José Serra no Palácio dos Bandeirantes. Apesar disso, disse ele, a decisão final sobre essa transferência do Ceará para São Paulo vai depender de seu partido.

"O presidente Lula jamais, em tempo algum, me fez algum apelo com relação à candidatura ao governo de São Paulo ou à Presidência da República", apontou. "Combinamos de seguir conversando e examinar a situação ali por fevereiro do ano que vem. E aí nessa circunstância que ele me pergunta se eu aceitaria transferir o domicílio eleitoral para São Paulo, mantendo as portas abertas e decidir, daqui, a candidatura à Presidência."

Ciro comenta a crise política no Congresso e critica aliança do PT com o PMDB

"Eu não pretendo ser candidato a governador de São Paulo. Não participo de pegadinha. Agora compreendo que há muita seriedade na ponderação de alguns companheiros no PSB e no presidente Lula de cogitar isso. Mas eu não quero. Não desejo isso. Os paulistas têm que achar entre os que têm rotina aqui uma pessoa que possa interpretar esse sentimento de mudança", afirmou.

Sobre uma eventual composição com Dilma na chapa governista, Ciro desconversou. "Ninguém é candidato a vice. Eu sou candidato a presidente ou nada. Sou candidato a presidente numa condição dura. O não convidado tem às vezes que mandar o cotovelo. É isso que me mantém na política", disse.

Aliado de Lula desde 2002 e ex-ministro da Integração Nacional, Ciro criticou a aliança do PT com o PMDB, cujo presidente licenciado, o deputado Michel Temer (SP), pediu nesta sexta-feira celeridade nas negociações para compor a chapa em torno de Dilma.

"A hegemonia moral e intelectual hoje que preside essa relação do PT com o PMDB, eu não gosto, acho frouxa, perigosa para o país. O Lula aguenta porque tem uma exuberância na relação popular, na sua liderança, mas nenhum outro de nós aguenta isso." Ele fez questão de frisar, no entanto, que não tem "nada contra o PMDB", embora já tenha feito duras críticas a próceres do partido, como o presidente do Senado, José Sarney (AP), e o líder da sigla no Senado, Renan Calheiros (AL).

Adversários

Ex-membro do PSDB, Ciro afirmou que apesar das divergências com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador Serra, é muito próximo do governador de Minas Gerais, Aécio Neves, embora negue que fosse abrir mão de sua candidatura à Presidência, caso o mineiro seja o candidato tucano ao Palácio do Planalto.

Sobre Dilma, Ciro disse que ela "está aprendendo" a discursar em palanques e que deve receber votos por ser a preferida do presidente. "Ela é muito brilhante, muito capaz, ela aprende rápido", afirmou. O deputado disse que não lamentou a decisão de Lula de dar apoio à ministra: "Como vou esperar que ele [Lula] me apoie? Eu sou do PSB e ele do PT. O PSB apoia o governo dele mas a minha posição é diferente".

Ciro apontou ainda que a mudança de partido da senadora Marina Silva - do PT para o PV - não influenciou a decisão dele de disputar o Palácio do Planalto. "Vai passar para história que sim, mas não foi", brincou. Ele elogiou a ex-ministra do Meio Ambiente e disse que ela "tem muito amor ao Brasil".

O deputado federal também demonstrou sua afeição a Lula, a quem chamou de "campeão da democracia" e "gênio". "Estou aprendendo muito com ele", disse.

Ciro elogiou ainda os programas sociais do governo federal, em especial o Bolsa Família. O deputado alertou que essa não é a solução final para atenuar as desigualdades sociais no Brasil e que país não pode se acomodar. "O risco é sentar em cima, pois o que emancipa o país é o trabalho qualificado", afirmou.

O possível candidato ao Planalto pelo PSB fez ainda diversas críticas ao governo do ex-presidente do Fernando Henrique (1995-2002), a quem acusou, entre outras coisas, de aumentar a carga tributária, elevar a dívida pública brasileira, sucatear as estradas e gerar o apagão energético. Previu clima que esse clima de embate retornará em 2010. "E é a turma do Fernando Henrique Cardoso que vem para derrubar o Lula", resumiu.


Escândalos no Congresso

Para Ciro, Lula não teve nenhuma responsabilidade sobre o episódio do mensalão, denunciado em 2005 e segundo o qual membros do governo teriam comprado apoio parlamentar para a administração petista. Os que foram acusados do caso é que devem ser os responsáveis, segundo ele.

O deputado afirmou que não sente vergonha do Parlamento brasileiro apesar da série de escândalos denunciados apenas neste ano, entre os quais estão acusações de nepotismo, mau uso de recursos públicos para compra de passagens aéreas e tráfico de influência. "Tenho muita tristeza de testemunhar isso", afirmou. Para ele, o Senado é "um santuário" da representação popular, e o que está errado é o comportamento dos políticos. Por essas razões, disse, espera não voltar ao Congresso "nunca mais".

Solicitado a dar uma nota ao Congresso, o deputado federal disse: "Como instituição, nota 10, como prática, nota 2". Na avaliação do político, o grande problema é a baixa produtividade do Congresso.

Durante a entrevista, o possível candidato ao Planalto criticou ainda a imprensa, afirmando que ela tende a generalizar os políticos como todos iguais. Ele pediu ainda para que a mídia brasileira ajude a população mostrando quem são os bons políticos.

Ciro disse ainda que não acha errado que um político um dia fale mal de um colega e depois se junte a ele. "O política exige isso", apontou.

Maurício Savarese e Diogo Pinheiro do UOL Notícias

Leitura obrigatória

23 de setembro de 2009.

Elias Reis

eliasreis.ilheus@gmail.com

Em idas e vindas constantes nos transportes coletivos, nas instituições financeiras da cidade e nas repartições públicas deste município uma coisa é perceptível: As pessoas não gostam de ler.

Quantas pessoas você viu lendo um livro dentro de um ônibus, em filas de um banco, nas cadeiras da sala de recepção do INSS ou mesmo nas salas de espera de um consultório médico? A resposta a esta pergunta quase simplória pode revelar dados tristes e interessantes.

Se você levar em conta o número de pessoas que lêem a Bíblia Sagrada, compram gibis e revistas femininas e sensacionalistas nas bancas de jornal, terá a ilusão de que temos bons índices de leitores. Porém, ainda lemos muito pouco. Ilhéus dispõe hoje de uma quantidade quase satisfatória de livrarias, sebos e bancas de revistas para atender a população local, apesar das deficiências no conjunto das obras literárias. Claro que esta situação não é apenas em Ilhéus, é reflexo de uma cultura nacional. Enquanto o índice de leitura no Brasil fica em 2,1 exemplares por habitantes/ano, na França e Estados Unidos a média é 9,3 exemplares por habitantes/ano. Apesar de o mercado brasileiro parecer promissor, é necessário saber o porquê do nosso povo não gostar de ler. Preguiça, desinteresse, falta de hábito ou de dinheiro, ensino equivocado da literatura nas escolas e universidades?

Podem ser todos esses fatores reunidos ou parte deles que, somados as poucas e deficientes bibliotecas municipais, além da ausência de campanhas de incentivo à leitura, principalmente de autores regionais.

Pesquisas recentes encomendadas por editoras, mostram que maioria das pessoas, principalmente jovens, prefere comprar revistas de fofocas do mundo artístico, revistas adultas e semanários que evidenciam horóscopo, estética e culinária, a comprar uma obra de Machado de Assis, Darcy Ribeiro, Jorge Amado e tantos outros ‘Pelés’ da escrita. “É inconcebível um jovem de 18, 19, 20 anos não conhecer a obra do polêmico Maquiavel, O Príncipe.” Analisa Jorge Palus, diretor da Editora Martin Claret.

Hoje no Brasil apenas 15% da população têm algum contato com livros. E esses, são os que passaram mais tempo nos bancos escolares e possuem uma maior renda. Um aspecto importante a ressaltar é o alto preço das publicações, tornando o livro no Brasil um artigo de luxo.

Uma situação real e local é o vestibular da Uesc, que está com o seu exame marcado para os dias 10, 11 e 12 de janeiro de 2010. Há tempo a coordenação da universidade já anunciara as obras literárias recomendadas para serem aplicadas para o triênio 2010/2011/2012, mas são pouquíssimas as pessoas que se preocuparam a fazer a leitura de tais obras. Normalmente os vestibulandos só se preocupam com a leitura delas após a inscrição e ainda assim, buscando um resumo na internet ou no máximo lendo as orelhas dos livros.

Numa conversa com alguns pais de alunos da rede pública constatamos que pouquíssimas escolas aqui em Ilhéus incentivam seus ‘sobrinhos’ a leitura extra, impedindo-os a uma visão critica mais apurada. Essa falta de incentivo e de estimulo da escola, junto ao desinteresse do alunado, é visível nas reprovações destes nos vestibulares, visto que, pesquisas recentes afirmam que, 90% dos aprovados no vestibular da rede estadual da Bahia, são oriundos das escolas particulares. As escolas privadas têm uma preocupação maior, haja vista o poder de aplicação na qualidade dos docentes, material e espaço físico de trabalho e até mesmo pelos seminários e atividades extra-classe que promovem. Aliás, maiorias das escolas particulares de Ilhéus já começaram a trabalhar com seus alunos as obras literárias do vestibular da Uesc. E as públicas?

Uma sociedade de iletrados tem mais dificuldades em entender seus problemas e sua própria história. Portanto, dá até para arriscar, parafraseando Mário de Andrade em Macunaíma que “muita televisão e pouca leitura os males do Brasil são”.

Quase todos os jovens estudantes sabem cantarolar as canções do momento, conhecem todas as novelas da Rede Globo e da Record, artistas da televisão e são mestres quando o assunto é Orkut e MSN. Maravilhoso seria se também se interessassem pela leitura, se penetrassem nas obras mágicas de Gonçalves Dias, Guimarães Rosa, Cyro de Mattos, Jorge Araújo e tantos outros. Com o advento da Televisão e principalmente da Internet, o livro ficou pra trás. Deixamos de ser um agente leitor e passamos a ser apenas espectadores, quando poderíamos ser, leitores e espectadores.

Até mesmo os adeptos do cristianismo limitam-se exclusivamente e tão-somente a uma única fonte quando buscam informações sobre os evangelistas. Não é pecado algum se vasculhar também os escritos não tantos apócrifos, quando o objetivo é navegar nas águas profundas da razão.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Líder do PSB alerta para armadilha sobre confronto Ciro X Dilma

O líder do PSB na Câmara dos Deputados, Rodrigo Rollemberg (DF), que participava, junto com o pré-candidato do partido à Presidência da República, deputado Ciro Gomes (CE), de um ato de adesão de novos integrantes à sigla nesta segunda (21), em Tocantins, pediu cautela à militância sobre a boa colocação de Ciro nas pesquisas eleitorais.

Rollemberg revelou uma preocupação do próprio Ciro Gomes, segundo a qual os adversários e alguns setores da imprensa podem usar o momento para promover um confronto entre ele e a pré-candidata petista, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

"Disputa certa à Presidência” é o título de uma matéria publicada nesta segunda no Correio Braziliense dando conta de que uma pesquisa CNI/Ibope, lidera pelo governador José Serra (PSDB-SP), traria Ciro na segunda colocação à frente de Dilma.

A diferença entre os dois seria provocada pela entrada da senadora Marina Silva (PV-AC) na disputa. Dois líderes do partido admitiram ao jornal que essa realidade dá mais fôlego para a candidatura própria do PSB.

“É sempre muito positivo esse tipo de notícias porque anima a militância. O que nós temos que tomar cuidado é que nossos adversários e setores da imprensa querem nos intrigar com a candidatura petista. Isso não é bom nem para um e nem para o outro”, disse o líder socialista.

Na opinião dele o momento é de moderação e tranquilidade. “São duas candidaturas legítimas do mesmo campo político. A ministra Dilma reúne todas as condições para ser candidata e uma boa candidata à Presidência da República como Ciro também (...), mas nós estamos com muito cuidado para não entrar em nenhum tipo de armadilha ou provocação em relação à disputa.”

Palanques nos estados

Questionado sobre a dificuldade que o partido terá em receber apoio do PT nos estados caso tenha Ciro na disputa, Rollemberg admitiu que isso seria um problema para os socialista, porém, acha essa questão menor “diante dos interesses nacionais.”

No caso particular de Pernambuco onde o governador do partido Eduardo Campos quer o apoio petista, o líder diz que no estado a sigla vai insistir numa aliança. “Vejo a possibilidade de o PT apoiar o PSB em Pernambuco e o PSB apoiar o PT em outros estados independente das candidaturas presidenciais. Agora se não for possível faremos o que já fizemos em Pernambuco: uma campanha extremamente respeitosa e estaremos unidos no segundo turno”, diz.

Quanto ao domicílio eleitoral de Ciro Gomes, que foi convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a transferir o título do Ceará para São Paulo onde disputaria o governo, o líder do PSB disse não ter conversado sobre o assunto com pré-candidato.

“A minha impressão é que ele deve mudar o título por causa da alternativa que foi colocada. Mas estou convencido da correção da nossa tese de que uma eleição plebiscitária não cabe no quadro de diversidade da política brasileira e que a candidatura do Ciro ganha musculatura a olhos vistos”, argumentou.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vitória bate o Internacional no Barradão

O momento do gol de Uéliton

Eduardo Martins / Agência A TARDE
O momento do gol de Uéliton



Os 20.833 torcedores que empurraram o Vitória estão de parabéns. O elenco do técnico Vagner Mancini também. Neste sábado, 19, o time baiano ignorou o poderoso Inter e aplicou 2 a 0 no até então segundo colocado do Brasileirão. Com o resultado, o Leão pulou para a oitava posição, mas pode perder lugar neste domingo. Agora o time viaja para o Uruguai para enfrentar o River Plate, nesta terça, pela 2ª fase da Sul-Americana.

Antes de começar a partida, muitos achavam que seria uma verdadeira batalha entre Vitória e Inter. Com o apito inicial do árbitro, todos tiveram certeza. O Vitória começou bem, pressionando o Colorado, que mostrava ter uma das melhores defesas do campeonato. Neto Berola não teve paz com Guiñazu.

Em alguns momentos da partida, o time gaúcho também pressionou. A defesa do Vitória não estava bem, mas o atacante colorado, Alecsandro, também conheceu a arma colombiana do Leão, Viáfara. O camisa 1 foi um verdadeiro paredão e não deixou o primeiro tempo terminar com o inter em vantagem.

Na verdade, quem já deveria estar na frente era o Vitória. Roger foi puxado na área e Ramon derrubado, mas em nenhum lance o árbitro Alício Pena apitou. O jeito foi esperar a última etapa.

O Leão voltou com fome no segundo tempo. Berola fez miséria com o argentino Guiñazu, dando até drible debaixo das pernas. Com a empolgação, o Vitória fez o primeiro, aos 14. Ramon cobrou escanteio e Uelliton fez de cabeça.

Até o árbitro resolveu de redimir. Aos 30 minutos, o juiz marcou um pênalti em Roger. O atacante bateu e converteu seu 12º gol na Série A.

Vitória - Viáfara, Apodi, Wallace, Fábio Ferreira e Leandro; Vanderson, Uelliton (Bida), Leandro Domingues (Magal) e Ramon; Neto Berola (Glaucio) e Roger.

Inter - Lauro, Danilo Silva, Índio, Fabiano Eller e Kleber; Guiñazu, Sandro, Andrezinho (Marquinhos) e D'Alessandro (Libano); Taison (Edu) e Alecsandro.

Moysés Suzart, do A TARDE

Morre Baluarte do Ylê Ayê - Mãe Hilda é sepultada sob aplausos no Jardim da Saudade

João Alvarez | Agência A Tarde
Prefeito decreta três dias de luto oficial na cidade em homenagem à líder espiritual do Ilê Aiyê
Prefeito decreta três dias de luto oficial na cidade em homenagem à líder espiritual do Ilê Aiyê











“Nos preparávamos há anos para este dia, mas nunca acreditamos que ele chegaria”. Com esta frase, a diretora cultural do bloco Ilê Aiyê, Arani Santana, resumiu o sentimento de centenas de pessoas que acompanharam neste domingo, 20, o enterro da ialorixá Hilda dos Santos, 86, a Mãe Hilda. A despedida à mentora espiritual do grupo cultural não foi o último adeus. Agora, seguem mais sete dias de rituais e homenagens no terreiro Ilê Axé Jitolu, que ela comandava há 71 anos na Ladeira do Curuzu, no bairro da Liberdade.

Mãe Hilda estava internada desde o último dia 7 no Hospital Unimed, em Lauro de Freitas, com problemas cardíacos e pneumonia. Morreu na manhã de sábado, dia 19 e foi velada em casa. O governador Jaques Wagner esteve no velório, deu apoio à família e lamentou a perda da ialorixá, principalmente pelo trabalho social que exerceu no bairro.

Cortejo no Curuzu

Às 8h30 deste domingo, o caixão foi fechado e os cantos em iorubá evocavam orixás. As entidades seguiram na frente do cortejo que subiu a ladeira até a entrada do Curuzu, um trajeto que normalmente é feito em tempos de alegria, quando Mãe Hilda abençoava a saída do Ilê no sábado de Carnaval. “Hoje, os orixás seguiram a frente, integrando minha mãe à sua última morada”, explicou Vivaldo Benvindo, diretor do Ilê e um dos seis filhos biológicos de Mãe Hilda.

Durante a passagem do cortejo, formado por aproximadamente 100 pessoas, todas vestidas de branco, moradores do bairro chegaram à porta das casas, mas o silêncio só era quebrado pelo canto em iorubá. As reações eram de choro, palmas. Cada morador fez a sua homenagem à moradora mais ilustre da rua. Em frente à Senzala do Barro Preto, sede do bloco e centro cultural que ela ajudou a fundar, os tambores soaram com apenas três batidas fúnebres.

“O que será do Ilê Aiyê? É uma pergunta que nós estamos fazendo”, comentou Arani Santana. “Ainda vamos nos reunir para definir como será daqui pra frente. Mas uma coisa é certa: o trabalho não pode parar”, completou Vovô, filho querido de Mãe Hilda e presidente do Ilê.

Mãe Hilda foi enterrada no cemitério Jardim da Saudade sob salva de palmas, cantos e muita dor. Além de seus filhos biológicos e de santo, também acompanharam o adeus representantes de outros terreiros, do movimento negro e autoridades. Entre elas, o prefeito João Henrique Carneiro que decretou luto oficial de três dias, deputados federais e secretários do Estado e do município. Todos saudaram e homenagearam a ialorixá.

Thaís Rocha | A TARDE

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pai de Aluno Questiona Materia e acrescenta mais pimenta

Ao Jornal atarde,

Venho a esse Conceituado Jornal de grande infiltração na sociedade brasileira externar meu desapontamento em parte da matéria intitulada Professores pedem ajuda para deter a violência nas escolas públicas de Ilhéus, publicada hoje dia 14 de setembro na pagina 09, por entender que na parte que cabe a retratar os fatos relativos ao CAIC – Centro Integral a Criança na zona sul de Ilhéus Houve algumas deturpações e desconhecimento do que tratou à supracitada. Vejamos a imagem da matéria que o Guarda Municipal mostra um rombo na cerca, não se trata de alambrado que dar acesso a quadra de esporte, que pelo conteúdo da mesma direciona para uma suposta invasão dos vândalos na quadra de esportes, na verdade é um dos vários buracos que existem na cerca de proteção que circula o CAIC, e pela falta de manutenção que não teve durante esses 12 anos de existência, coloca em risco até a segurança do próprio guarda municipal dentro do estabelecimento.
Outro ponto que foi colocado para a jornalista Ana Cristina, foi que os problemas que agravam o CAIC não estão somente na segurança física dos profissionais e alunos que ali estão diariamente por parte de vandalismo, mais pela falta de manutenção do equipamento CAIC, que vem sofrendo a degradação pelo tempo, os alunos e profissionais que ali atuam diariamente tem que conviver com as incidências quase que diárias do aparecimento de cobras tipos, Jaracuçus malha de sapo, jibóias, papa pintos, coral entre outras inclusive dentro das salas, este ano já somaram 23 incidentes, também são obrigados a conviver com o lixão de um terreno ao lado próximo a educação infantil que coloca em risco a saúde de todos, com a falta da merenda escolar, cumprimento do calendário escolar pelas dificuldades de relação entre o gestor e o sindicato de classe que para obter êxito nas negociações tiveram que paralisar as atividades escolares por diversas vezes esse ano, pela falta de profissionalismo do administrador que parece não obter a qualidade e perfil para tal, não cumpri horário, chega 08h sai às 11h será que seu salário é de meio turno? E quem toma conta dos afazeres dos auxiliares de serviço? Ou será que tem que sobrecarregar a diretoria pedagógica com os subordinados administrativos?
Pelo que se resume está claro que a violência no CAIC não se resume apenas no vandalismo que foi acometido no ultimo mês, mais sim na violência que vem sendo cometida diariamente por parte do sistema educacional que gere o nosso município, deixando a desejar pequenas ações que podem dignificar aqueles que ali trabalham e aqueles que ali estudam, talvez com essas pequenas ações e uma implantação de uma política voltada para a inclusão destes que hoje chamamos de vândalos, mais que amanha poderá quem sabe ser um gestor. Nossa sociedade tem facilidade de denegrir o comportamento humano, mais não avança no sentido de melhorar o habitat desses que por hora intitulamos vândalos.

Roberto de Jesus (Corsario)
Pai de Alunos e Membro do Colegiado do CAIC e membro do Conseguisul- Conselho de Segurança de Ilhéus Sul.

Câmara Municipal de Ilhéus, um verdadeiro pára-choque da política local

14 de setembro de 2009.

Elias Reis

eliasreis.ilheus@gmai.com

Em 1948, logo após a 2ª guerra mundial, o Brasil realizou eleições para presidente da República, governadores, senadores, deputados estaduais e federais, prefeitos e vereadores. Em Ilhéus, como resultado de uma campanha política muito disputada, foram eleitos os vereadores que viriam a ser os primeiros da história do município. Para a instalação de o recém-formado Poder Legislativo foi escolhido o salão da direita do pavimento Superior do Paço Municipal. No dia 7 de fevereiro, sob a presidência do Dr. Eduardo Eurico Siqueira, juiz da 25ª Zona Eleitoral, foi realizado a primeira reunião.

A primeira legislatura ilheense naquela oportunidade foi formada por 13 vereadores: João Adonias Aguiar, João de Souza Leal, Raimundo do Amaral Pacheco, Juvêncio Pery Lima, João Deway Guimarães, Nelson Dórea de Assis, José Coelho de Albuquerque, Henrique Weyll Cardoso e Silva, Humberto de Oliveira Badaró, Wandick Badaró, Itamar Oliveira (que renunciou, entrando em seu lugar Pedro Ribeiro Filho), João Batista Homem D’el Rei e Almerindo de Carvalho Santos. A 1ª mesa diretora ficou assim constituída: Presidente, João Adonias Aguiar; 1° secretário, Humberto de Oliveira Badaró; e 2° secretário, Nelson Dórea de Assis.

Ha exemplo d’aquela data, atualmente a Câmara Municipal de Ilhéus é composta também por 13 vereadores: Tarcisio Santos da Paixão, Edivaldo Nascimento de Souza, Gilberto Souza, Alcides Kruschewsky Neto, Aldemir Santos Almeida, Jailson Alves Nascimento, Alzimário Belmonte Vieira, Paulo Roberto Carqueija Monteiro, Marcos Flávio Rhem da Silva, Valmir Freitas do Nascimento, Alisson Ramos Mendonça, Carmelita Ângela Souza Oliveira e Reynaldo Oliveira dos Santos. A atual mesa diretora é presidida pelo vereador Jailson Alves Nascimento, tendo como vice-presidente Edvaldo Nascimento de Souza; a 1ª e 2ª secretarias estão a cargos de Carmelita Ângela Souza Oliveira e Valmir Freitas do Nascimento, respectivamente.

Segundo o Ex-presidente da União dos Vereadores do Brasil, ex-parlamentar ilheense e advogado Joabs Ribeiro, “A Câmara Municipal al longo da história, vem sendo referência para todo o país no que concerne a seriedade, lisura, imparcialidade e, acima de tudo, responsabilidade e compromisso com a sociedade”, afirma.

Com o advento da abertura política e logo após a promulgação da Constituição Cidadã, o legislativo ilheense passou a apresentar um melhor desempenho, principalmente com a imprensa pegando no pé, com os movimentos populares organizados, com o interesse político da sociedade, com as cobranças e as fiscalizações e, claro, a participação efetiva do povo, o vereador vem se conscientizando a cada legislatura da sua importância na missão de parlamentar, na missão da apreciação minuciosa de todas as matérias, valorizando assim, seu mandato e obtendo o respeito e a admiração da comunidade que o elegeu. E, o vereador sabe que ele precisa trabalhar, precisa mostrar serviços e mais, não ficar apenas e somente denunciando ou mesmo se limitando a fiscalizar o executivo. Hoje a sociedade espera muito mais. Espera que o edil conheça profundamente a lei orgânica municipal, leis estaduais, federais e, no mínimo saiba de cor como funciona o regimento interno da Câmara Municipal. A partir daí as ações precisam acontecer através de proposições e projetos de leis eficazes que tragam benefícios para os munícipes e o desenvolvimento local. Discutindo, promovendo e acionando os canais que viabilizem atos concretos na qualidade de vida e na dignidade dos seus representados. Requerimentos e requerimentos para capinação, roçagem, pintura de meios-fios, troca de lâmpadas, coleta de lixo e outros pequenos afazeres, não deveria caber mais a vereadores. Isto deveria ser atribuição dos administradores de bairros. A sociedade exige mais, muito mais. O vereador precisa pensar alto, dá um norte no seu mandato e perceber que já estamos no século XXI.

Não há legislativo mais representativo que o municipal. É o endereço mais conhecido de todas as cidades brasileiras, por isso mantém o papel de destaque até hoje.

Sabemos que o legislativo ilheense tem também suas deficiências e seus vícios, mas, não podemos deixar de reconhecer o quanto vem crescendo como poder e como uma instituição independente. Ao longo dos mais de sessenta anos de história, as iniciativas têm sido louváveis, certeiras e merecedoras de nossa confiança. Aberturas de Comissões de inquéritos, sessões públicas, contas abertas ao público, sessões especiais para assuntos de relevância, convocação de autoridades para prestar esclarecimentos, criação de câmara itinerante, ouvidoria e, agora na gestão de Jailson Nascimento é possível se saber previamente a pauta de cada sessão ordinária, através de destaques em mural ou via on-line.

Outra coisa importante a ressaltar é democracia que reina no poder legislativo ilheense. A nenhum vereador é cerceado o direito de manifestação opinativa, todos, indistintamente, têm o livre arbítrio da iniciativa do pronunciamento, independente de apoio ou não ao gestor municipal, independente da visão critica partidária ou posição ideológica.

Vereador bom não é aquele que fala demais, que vota pra agradar o eleitor, não é aquele que paga o recibo de luz, água e remédio do munícipe, não é aquele que adora patrocinar festinhas de subúrbios, não é aquele que mesmo em data não significativa, polui a cidade com faixas bobas, ou mesmo que anda prometendo ‘contratinhos’, colecionando assim, centenas de curriculum vitae em suas gavetas. Vereador bom não é aquele que todo dia apresenta vários requerimentos irrelevantes, que nada altera, nada modifica e nada transforma a vida do cidadão. Vereador bom é aquele que honra o seu mandato, que não age com subterfúgios, que vota consciente, que pensa alto, aquele que faz a diferença, aquele que cumpre a sua atribuição, e cumpre bem!

Hoje, de fato a Câmara Municipal é a casa do povo. Existem ainda algumas coisas a serem corrigidas, porém, é na Câmara que se discutem as grandes causas que envolvem a sociedade. É lá que é o centro das grandes discussões, é lá que é ainda a guarita do povo.

Professores pedem ajuda para deter a violência nas escolas públicas de Ilhéus

Luiz Tito/ Ag. A TARDE
Guarda Municipal mostra estado da quadra de esportes do Centro de Atenção Integral à Criança
Guarda Municipal mostra estado da quadra de esportes do Centro de Atenção Integral à Criança

















Adriane Lavigne, ex-vice-diretora da Escola Estadual Fábio Araripe Goulart, no bairro Teotônio Vilela, sentiu o cano do revólver roçar em seu abdômen, mas o assaltante não consumou o ato porque um aluno viu e pediu socorro. A funcionária da mesma escola, Luciene Mata Pinto recebeu um soco e desmaiou, depois que reclamou do comportamento inconveniente de uma aluna. Há cerca de um mês, o Centro de Atenção Integral à Criança (Caic), no bairro Urbis, teve os armários e o material escolar destruídos, e os vândalos ainda escreveram na parede uma ameaça de morte à diretora, com suposta assinatura de um aluno.

Esses fatos levaram a Associação Profissional de Professores de Ilhéus (Appi) a buscar o apoio da Secretaria de Educação, do Conselho Municipal de Educação, do Ministério Público e da Polícia Militar para adotar medidas conjuntas para acabar com a violência nas escolas. “Ficamos chocados e não acreditamos na autoria da ameaça, porque o aluno que a teria assinado tem bom comportamento e suporte familiar”, afirma a diretora do Centro de Atenção, Patrícia Santos Lima.

Ana Cristina Oliveira |Atarde Sucursal Itabuna

Neto Berola já interessa à Traffic e Marquinhos entra no negócio


Eduardo Martins | A TARDE
Neto Berola comemora gol sobre o Palmeiras no Barradão
Neto Berola comemora gol sobre o Palmeiras no Barradão

Marquinhos novamente no Vitória? Pelo menos o presidente do Vitória, Alexi Portela, nega, mas, para 2010, o meia pode retornar ao rubro-negro baiano, devido ao interesse da Traffic no atacante Neto Berola. A empresa emprestou Marquinhos ao Palmeiras e deseja comprar parte dos direitos federativos de Neto Berola para colocá-lo no alviverde paulista.

“Não temos nada certo quanto a isso. Claro que seria um bom reforço, mas não conversamos nada sobre isso”, garantiu. Porém, o retorno do atacante que foi destaque do Leão na Série A não é um sonho distante.

Também sobre a venda de Berola para a Traffic, o dirigente rubro-negro afirmou neste domingo que soube do interesse, mas não foi procurado por nenhum representante da empresa que tem sede em São Paulo.

Tudo favorece - Pelo menos tudo favorece o retorno. O jogador, tido como grande promessa, está encostado no Palmeiras e nem sequer fez os seis jogos que proíbe o atleta de ser transferido para um mesmo clube da Série A.

Na verdade, nem no banco o baiano de Prado está sentando. A janela de transferência interna termina este mês, no próximo dia 25.

Porém, caso Marquinhos retorne ao clube que o projetou, não será novidade. Do time que entrou neste domingo em campo e venceu o Palmeiras, Apodi, Leandro Domingues e Leandro retornaram após estarem apagados nos seus clubes e Ramon, após ter sido dispensado no ano passado.

Resta agora saber se o meia Marquinhos conseguiria voltar a jogar bem vestindo a camisa vermelha e preta que, para alguns atletas, é sinônimo de retorno a boa fase.

Por Moysés Suzart | A TARDE

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Dr. Ubiali coordena Seminário de cooperativismo de Saúde

Brasília - O coordenador da área de saúde da Frente Parlamentar do Cooperativismo - Frencoop, deputado federal Dr. Ubiali (PSB-SP), juntamente com a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) está organizando o II Seminário da Frencoop voltado para os avanços e desafios do ramo de saúde. O evento será realizado no dia 16 de setembro, às 9h, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

O seminário é uma inovação da Frente Parlamentar para a área de saúde. Com a realização do evento, Dr. Ubiali, que também é médico cooperado, espera fortalecer os valores do cooperativismo médico."Se não nos organizarmos para resolver conjuntamente os problemas e os desafios não nos fortaleceremos”, explicou.

Ao todo, no Brasil, são 894 cooperativas médicas que empregam 47.135 pessoas diretamente. Essas cooperativas contam com 215.755 associados. Os médicos atendem 14 milhões de pacientes e os dentistas 2,3 milhões. Para o deputado, os números só aumentam a relevância de se debater novas formas para as cooperativas de saúde, “ temos um tratamento específico na Constituição Federal, as organizações prestam relevantes serviços para o governo e para a população . O nosso objetivo é consolidar o verdadeiro cooperativismo juntamente com os nossos sócios”, afirmou.

Dr. Ubiali participará do ciclo de palestras mediando o III Painel - Cooperativismo de saúde: a visão do órgão regulador, com os palestrantes, Fausto Pereira dos Santos, diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde (ANS), Egberto Miranda Silva Neto, advogado da Unimed do Brasil e assessor jurídico da Uniodonto do Brasil e, Jeber Juabre, gerente jurídico da Central Nacional Unimed.

Programação:

Manhã

8:30h – Credenciamento

9h – Abertura

Deputado Michel Temer – Presidente da Câmara dos Deputados;
Senador José Sarney – Presidente do Senado Federal;
José Gomes Temporão – Ministro da Saúde;
Deputado Federal Odacir Zonta – Presidente da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop);
Deputado Federal Dr. Ubiali – Representante do Ramo Saúde na Frencoop;
Deputado Federal Darcísio Perondi – Presidente da Frente Parlamentar da Saúde (FPS)
Márcio Lopes de Freitas – Presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB);
José Abel Alcanfor Ximenes – Representante nacional do Ramo Saúde da OCB;
Eudes de Freitas Aquino – Presidente da Unimed do Brasil;
José Alves de Souza Neto – Presidente da Uniodonto.

10h30 – Painel I

“Ato Cooperativo: Experiência na América Latina e o Desafio Nacional (PLP 271/2005)
o Presidente de Mesa: Eudes de Freitas Aquino – Presidente da Unimed do Brasil
o Palestrante: Danilo E. Gutiérrez Fiori – Advogado integrante da Comissão de Assuntos
Jurídicos da Reunião Especializada das Cooperativas do Mercosul (RECM)
o Debatedores: Paulo Caliendo – Advogado tributarista e professor da Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul; e Hamilton de Sá Dantas – Juiz federal da Seção Judiciária do
Distrito Federal
o Mediador: Deputado Dr. Nechar


Câmara aprova em 1º turno PEC dos Vereadores

Brasília - A Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, em 1º turno, por 370 votos a favor, 32 contrários e duas abstenções, a proposta de emenda à Constituição (PEC dos Vereadores), que aumenta o número de vereadores no país dos atuais 51.748 para até 59.791, e reduzem os percentuais máximos de repasses de recursos municipais para serem gastos com as câmaras de Vereadores.

A proposta mantém 24 faixas de número de vereadores, de acordo com a população dos municípios, e que havia sido aprovada no ano passado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. No entanto, a PEC muda a fórmula de cálculo das despesas com os legislativos municipais. Isso porque, na votação da proposta pelo Senado, foi alterado esse dispositivo.

A votação da PEC foi acompanhada por cerca de 500 suplentes de vereadores, que serão beneficiados com a proposta. Os suplentes lotaram as galerias do plenário da Câmara a fim de acompanharem a votação da matéria. A cada manifestação de deputado favorável à PEC, eles acenavam com lenços brancos. O resultado da votação foi aplaudido de pé pela ocupantes da galeria.

Na comissão especial que analisou o mérito da PEC dos Vereadores, o relator da matéria, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), trabalhou de forma célere e apresentou seu parecer logo que foi concluída a fase de apresentação de emendas. O parecer foi aprovado na comissão e levado à votação no plenário. O relator não fez qualquer mudança no texto aprovado pelo Senado. Na votação desta quarta-feira (10), os deputados também mantiveram o texto do Senado. Com isso, se a PEC for aprovada em segundo turno, ela será promulgada sem nova votação dos senadores.

A polêmica em torno do aumento do número de vereadores vem desde o ano passado, quando a Câmara aprovou uma PEC aumentando o número de vereadores e reduzindo os gastos com os legislativos estaduais. Na votação no Senado, a PEC foi desmenbrada em duas. No ano passado, os senadores aprovaram apenas a parte que aumentava no número de cadeiras nas câmaras municipais e deixaram para votar depois a parte que tratava dos gastos.

No fim do ano passado, o então presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), chegou a encaminhar a parte da proposta aprovada pelos senadores a fim de ser assinada pelos integrantes da Mesa Diretora da Câmara, para promulgação pelas mesas diretoras das duas Casas Legislativas. No entanto, o então presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), se recusou a promulgar apenas a parte que tratava do aumento do número de vereadores. A discussão foi parar no Supremo Tribunal Federal.

Depois da aprovação da parte que aumentavam as vagas de vereadores, os senadores aprovaram a parte que tratava dos gastos com as câmaras municipais. Com isso, a Câmara retomou a tramitação da chamada PEC dos Vereadores com as modificações feitas pelos senadores. Desde o inicio deste ano, os suplentes de vereadores, que serão beneficiados pela proposta, passaram a frequentar as dependências da Câmara e pressionar os deputados para a votação da PEC.

Agência Brasil

Seminário debate Estatuto da Juventude

O líder do PSB na Câmara, deputado Rodrigo Rollemberg (DF), promove, no próximo dia 24 de setembro, às 9h, no auditório Freitas Nobre, o Seminário Estatuto da Juventude – Desafios da sua Implementação. O objetivo do evento é debater o tema com a sociedade e com gestores a fim de aperfeiçoar o relatório final da Comissão Especial do Estatuto da Juventude (PL 4529/2004).

O Estatuto consiste em um conjunto de regras gerais orientadoras para a implementação de políticas públicas voltadas para os jovens nas áreas de capacitação para o trabalho, educação, esporte e cultura, trabalho e emprego, saúde, segurança pública e justiça, participação juvenil etc.

Participarão dos debates os deputados Manuela D’avila (PcdoB-RS), relatora do projeto, e Lobbe Neto (PSDB-SP), presidente da Comissão Especial que analisa a matéria, a deputada distrital Jaqueline Roriz (PSDB-DF), presidente da Frente Parlamentar de Políticas Públicas de Juventude da Câmara Legislativa do DF, Beto Cury, secretário Nacional de Juventude, e Tody Moreno, coordenador da Juventude do Governo do DF, entre outros.

O seminário terá como palestrantes o Secretário-Adjunto da Secretaria Nacional de Juventude, Danilo Moreira; o presidente do Conselho Nacional de Juventude, David Barros; o Assessor Especial da Secretaria Nacional de Juventude, Alex Nazaré; a Secretária-Executiva da Frente Parlamentar de Políticas Públicas de Juventude da Câmara Legislativa do DF, Celina Leão,; além da Consultora da Rede de Informação Tecnológica Latino-Amricana (Ritla), e da Unesco, Miriam Abramovay.

Membros de comissões do pré-sal receberam doações de empresas interessadas


Rollemberg foi único que não recebeu recursos de empresas ligadas ao setor.


















Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) foi único que não recebeu recursos de empresas ligadas ao setor. "Pesou o fato de eu ser fiel ao governo e de estudar o assunto", disse, anunciando que vai priorizar educação e ciência e tecnologia no fundo.

Dos oito deputados federais escolhidos para ocupar postos de comando nas comissões do pré-sal, sete receberam na campanha eleitoral doações de empresas diretamente interessadas no setor, aponta levantamento feito pela Folha junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O presidente e o relator da comissão que vai tratar da partilha do pré-sal- projeto considerado o mais importante pelo governo federal- foram financiados pela construtora Camargo Correa. Parceira da Petrobras em diferentes obras, a construtora repassou R$ 319 mil a deputados envolvidos nos projetos, sendo a empresa que mais doou, em volume de recursos, aos comandantes das comissões.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), relator da principal proposta, recebeu R$ 100 mil da Camargo Correa, que é parceira da Petrobras na construção da térmica de Termoaçu, no Estado do deputado. Já o presidente da comissão, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ganhou R$ 169 mil da Camargo Correa, além de R$ 150 mil da Construtora OAS, associada ao IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo).

Procurados, Eduardo Alves e Chinaglia afirmaram que não há constrangimento porque as doações não influenciam em nada o trabalho deles. Relator do projeto da capitalização da Petrobras, o deputado Antonio Palocci (PT-SP) foi um dos que mais receberam doações de empresas ligadas ao setor petrolífero. Ganhou recursos da UTC e da WTorre, empresas que constroem, respectivamente, plataformas de exploração de petróleo e diques secos para a Petrobras. Palocci não foi localizado para comentar o assunto.

O presidente da mesma comissão, Arnaldo Jardim (PPS-SP) -único deputado da oposição em um dos postos de comando nas comissões-, também recebeu R$ 50 mil da Camargo Correa e R$ 100 mil da Construtora OAS. "Não me sinto constrangido em relação a essa questão porque tenho pensamento próprio e autonomia", afirmou o deputado, que é a favor da participação de quem já usou o FGTS para a capitalização da companhia.

Responsáveis pela comissão que vai criar a Petro-Sal, os deputados Brizola Neto (PDT-RJ, presidente) e Luiz Fernando Faria (PP-MG, relator) contaram com doação da Ipiranga, empresa comprada pela Petrobras em parceria com a Braskem, em 2007.
"Não há conflito de interesses porque a Ipiranga, mesmo depois da fusão, não atua com produção, apenas com derivados de petróleo", diz Brizola Neto, que pretende realizar audiências públicas fora do Congresso para debater o pré-sal. O relator também não vê empecilhos: "Não tem nada a ver uma coisa com a outra, sou parceiro da Ipiranga há mais de 40 anos, pois tenho um posto de gasolina, mas eles nunca me pediram nada".

Na relatoria da última comissão, a que cria o fundo do pré-sal, estará João Maia (PR-RN). Ele recebeu R$ 48 mil da Tora Transportes, que tem entre seus clientes a Petrobras. Irmão de Agaciel Maia -ex-diretor do Senado afastado por ocultar da Justiça uma mansão-, o deputado caiu nas graças da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) desde que relatou a Lei do Gás. Maia não quis falar sobre as doações.

Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) foi único que não recebeu recursos de empresas ligadas ao setor. "Pesou o fato de eu ser fiel ao governo e de estudar o assunto", disse, anunciando que vai priorizar educação e ciência e tecnologia no fundo.

A Folha procurou todas as empresas doadoras para saber o que as motivou a colaborar financeiramente e a expectativa com relação ao pré-sal. As que se dispuseram a falar disseram que as doações foram feitas com transparência e seguiram regras estabelecidas por lei.

Do jornal Folha de S. Paulo

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Vamos fazer valer nossa autoridade


Como pode ser da base aliada se o governador não prestigia? Quem dar quer receber, mais não é isso que acontece com o prefeito Newton e o Governador Jaques Wagner, vamos entender um pouco dessa relação, Newton (PSB), Wagner (PT), a começar pelos partidos, que são aliados históricos na luta contra a soberania dos que governavam a Bahia até 2005. A cidade de Ilhéus deu a Newton a maior votação que já houve num pleito eleitoral no município, Ilhéus também deu ao Governador Jacques Wagner do PT e conseqüentemente ao presidente Lula quase 85% dos seus votos validos, garantindo ai um elo positivo entre município e estado politicamente falando. Newton hoje maior representação política no Município, tendo Jacques Wagner como o maior representante político no estado por sua vez não avalia o tamanho de autoridade que tem sobre seus ombros, vejamos na cidade quando algo foge ao descontrole público corremos logo para buscar culpados e quem pode solucionar, e quem é o primeiro a quem culpamos? O gestor municipal e a quem cobramos as soluções? O gestor municipal. Para tanto o gestor municipal precisa ter sobre sua batuta o controle das principais indicações dos órgãos estaduais no município, principalmente se ele faz parte da base aliada do governo estadual é o principio básico de uma parceria que buscam resultados positivos para as duas esferas. Mais se uma das partes não entende que é preciso formatar essa relação em prol de resultados fica difícil acontecer às ações que pertencem à esfera estadual no município e sem essa relação direta do gestor municipal com o Governo do estado quem perde é Ilhéus.

A nossa policia militar sem a menor condições de atuar, por faltar equipamentos, viaturas e melhores salários etc., não venham com essa que o estado por um todo está caótico, trata-se de Ilhéus, a DIREC-6 deixa a desejar, Sudic, Ciretran, Policia Civil, SAC, Cesta do Povo, 6ª Dires, Adab, Embasa entre outros órgãos estatais precisam ser de indicação do município, para que nos acontecimentos dos problemas o gestor municipal saiba como agir. Não se faz uma administração municipal sem uma gestão plena sobre os órgãos estaduais que prestam seus serviços no município. Por isso cobra-se uma maior autoridade do gestor municipal de ilhéus para que tenha sobre sua batuta pessoas que conhecem as dificuldades da cidade de Ilhéus e o PAC, ZPEs etc., são programas de desenvolvimento que o governo vai trazer para a região sul, não somente para Ilhéus, sem essa de calar-se por que o PAC e ZPEs vai acontecer tudo faz parte.

Roberto Corsário/Líder comunitário e membro do CONSEGUISUL