quarta-feira, 8 de março de 2017

Foros Antirrepublicanos

*Cristovam Buarque

  República deve ser o sistema social e econômico que assegura a todos os mesmos direitos, mas a brasileira usa foro privilegiado para políticos, rompendo as bases republicanas, até porque estes processos se alongam tanto que prescrevem antes do julgamento, deixando impunes os “nobres da república”. Para corrigir esta deformação bastaria aprovar as reformas da Constituição propostas pelo Senador Álvaro Dias e pelo Deputado Rubens Bueno, eliminando o foro privilegiado que protege políticos com mandato. Mas isso não bastaria para fazer uma República, porque o regime brasileiro apresenta outros privilégios incompatíveis com o espírito e a prática republicana.
            Se a República é o regime dos direitos iguais, é preciso quebrar o foro privilegiado à vida, que assegura a alguns o direito de manter-se vivo por comprar os serviços de saúde, enquanto outros morrem por falta do dinheiro necessário. O Brasil não será republicano enquanto prevalecer a atual indecência do "foro privilegiado na saúde", que permite a um brasileiro com renda igual ou superior a dez salários mínimos ter a chance de viver 7 a 8 anos mais do que aquele com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. 
            É preciso acabar também com o foro privilegiado que restringe o acesso à educação de qualidade apenas para quem pode pagar por uma boa escola privada ou para os poucos que conseguem entrar em uma das instituições de ensino públicas de qualidade, como as Federais. Especialmente no mundo contemporâneo, a República exige que seja ofertada a mesma qualidade de ensino a todos, desde o nascimento e ao longo de toda a vida, guardadas as diferenças pelo talento, pela vocação, pela persistência e dedicação aos estudos de cada um, não pela renda da família ou a cidade onde vive. Além de ser indecente socialmente, a desigualdade no acesso à educação é uma estupidez econômica, porque impede a República de beneficiar-se do mais promissor de seus recursos: o cérebro educado e com pleno desenvolvimento das potencialidades de cada brasileiro.    
            O fim do foro jurídico privilegiado aos políticos deve ser abolido de imediato, mas é preciso eliminar também os outros foros privilegiados pela renda no direito de viver e no direito de desenvolver o potencial intelectual de cada brasileiro, cidadão republicano, não mais súdito de um imperador como até 1889.
            Além do foro jurídico, a consolidação da República exige fazer as reformas necessárias para pôr fim, no tempo possível, aos demais foros privilegiados. Para isso, é preciso responsabilizar a República pela implantação de um sistema educacional que assegure a mesma chance educacional a cada criança brasileira. Apesar do País ter então 6,5 milhões de analfabetos, quando a República brasileira foi proclamada escolhemos uma bandeira com um lema escrito. Cento e trinta anos depois, a “república” tem quase o dobro daquele número. Tudo seria diferente, se no lugar de "ordem e progresso" tivessem escrito "educação é progresso", sem foros privilegiados. 

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sexta-feira, 3 de março de 2017

Principio de sinistro num ônibus coletivo em Ilhéus deixa um ferido e outros tantos em pavoroso desespero no Hernâni Sá

            Se não bastasse o caótico atendimento que o ilheense recebe por parte do transporte público, ao ponto do clandestino hoje ser referência na vida dos trabalhadores, o enfrentamento de engarrafamentos estafantes na vida de quem é obrigado a utilizar do ônibus ao veículo particular no seu cotidiano, trabalhadores, estudantes, passageiros diversos são obrigados a estar preparados para dias piores, esse é o sentimento daqueles que trafegam hoje no trânsito e nos transportes coletivos de Ilhéus.

            Conforme relatos de passageiros por pouco não aconteceria uma tragédia em um desses transportes coletivos que penam nas vias urbanas de Ilhéus. Eis que, “quase que morrem todos queimados”, palavras de uma passageira em desespero que conseguiu sair ilesa do principio de sinistro que ocasionou nesse inicio de tarde no Bairro Hernâni Sá em frente a Central de Abastecimento da Urbis. Na agonia de se salvar um funcionário público conhecido por SUCAM, teve sua cabeça partida no calçamento, passageiros tentavam abrir a porta do ônibus que segundo eles, travara, esses em meio ao desespero, conseguiram arrombar ou abri-la, Sucam então foi arremessado na calçada, ele e outros a fugir do ônibus que já agonizava pelas chamas. 
           Entre labaredas e desesperos passageiros buscavam fugir do nefasto sinistro, portas travadas, janelas que não abriam, correria de transeuntes que gritavam em tentativa de socorro, pois segundo alguns curiosos no ônibus que acontecia o sinistro, tinha extintor porém, não funcionava, assim outro ônibus que chegava sentido Bairro logo emprestou seu equipamento para apagar o fogo deste.
            Observa-se pontos negativos e relevantes e que não podem passar despercebidos, como a ausência ou atraso do SAMU que foi solicitado e não compareceu ao local, questionada por este editor, uma funcionaria em alguns momentos ríspida nas respostas, que esquecera que quem paga seu salario, é justamente quem a requisita, enfim, foi dito pela mesma que as informações estavam distorcidas pelos solicitantes, curiosamente o posto é em frente a Unidade de Pronto Atendimento conhecido como clínica de Roland. O que aconteceu para a SAMU não chegar em tempo ao local para prestar atendimento ao ferido, que foi levado depois de quase quarenta minutos por um veículo particular, fica em aberto, enquanto que como o Corpo de Bombeiros foi rápido e eficiente ao ponto de chegar avaliar o sinistro e também prestar os primeiros socorros a vítima.
            Quanto a empresa de transporte, haviam alguns prepostos da mesma no local, assim como representantes do sindicato dos rodoviários, resta saber se haverá perícia no veículo para saber a causa do sinistro, pelo menos é isso que aguarda ansiosa a população, esta que por sinal é fiel contratante do transporte, vale lembrar que além de contratar por concessões, paga à vista a passagem, senão não viaja, que no entender da desses contratantes legais (sociedade ilheense) a prestação do serviço está aquém do esperado, deixa a desejar, com um agravante, paga-se caro por oferecimento de mínima qualidade.

            Abaixo segue fotos que registraram esse sinistro, também registra-se ao lado um veículo coletivo com pneus aparentemente gastos, chama-se à atenção das autoridades para verificar, a sociedade fiscaliza, porém não detém do poder técnico para avaliações tão profunda.



















               Aguarda -se também que instituições  como, Prefeitura Municipal de Ilhéus, Conselho de Transporte e Trânsito, Câmara de Vereadores, Sindicato de Classes do setor, entre outros grupos organizados, além do Ministério Público este fiel representante da sociedade, que possam, coletivamente fazer ações fiscalizatórias no sentido de coibir quaisquer abuso que possa está acontecendo por parte empresarial, garantindo portanto a segurança, integridade e qualidade no Transporte de passageiros de Ilhéus.