Informações extraoficiais dão conta de que das 26 secretarias, 17 poderão perder seus gestores e, possivelmente, cinco autarquias não terão os mesmos diretores a partir de 2014. O prazo oficial para desincompatibilização é de três a seis meses antes do dia 5 de outubro do ano que vem. Mas Jaques Wagner já sinalizou a possibilidade de realizar a reforma política no fim do ano, em virtude do grande número de saídas.
Para o Parlamento Federal devem disputar: o secretário do Turismo, Domingos Leonelli (PSB); da Saúde, Jorge Solla (PT); da Comunicação, Robinson Almeida (PT); e a secretária de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, Moema Gramacho (PT). A Bahia tem direito a 39 vagas.
Para as vagas no Legislativo Estadual (63), os possíveis concorrentes são: da Agricultura, Eduardo Salles (PT); da Promoção da Igualdade Racial, Elias Sampaio (PT); da Justiça, Almiro Sena (PRB); do Meio Ambiente, Eugênio Spengler (PT); de Políticas para as Mulheres, Vera Lúcia Barbosa (PT); a chefe de gabinete da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana (PCdoB); Relações Institucionais, Cézar Lisboa (PT); de Administração Penitenciária e Ressocialização, Nestor Duarte (PDT); de Desenvolvimento Urbano, Cícero Monteiro (PT); e o secretário de Ciência e Tecnologia, Paulo Câmera (PDT).
Os cinco gestores de autarquias disputam uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Elionaldo Teles, da EBDA; Abelardo Oliveira, da Embasa; José Vivaldo, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR); Raimundo Nonato (Bobô), da Superintendência Dos Desportos (Sudesb) e Maurício Botelho, do Detran.
Ainda na lista dos secretários entram José Sérgio Gabrielli (PT), da Seplan e Rui Costa (PT), da Casa Civil que são pré-candidatos ao governo do estado. Otto Alencar (PSD), da Serin, quer o Senado.
A troca pode ser bem vantajosa, já que os secretários de estado recebem R$15.218,43. Nos contracheques dos deputados estaduais o salário é de R$ 20.042,34. Já os federais, R$ 26.700.
Os parlamentares estaduais e federais ainda possuem uma verba indenizatória de R$ 78 mil para contratação de funcionários, passagens aéreas, serviços gráficos e outros custos. Na Alba, os parlamentares ainda possuem algumas regalias, como auxílio moradia (R$ 2.250); auxílio combustível (R$ 12 mil); e diárias de viagens.



