quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

VIII Jornada de Agroecologia da Bahia - 2025

       

        

                                                     

                                                   

                                    Créditos da Programação - Ascom do Evento Teia dos Povos
                                            Créditos do vídeo e Fotos - Áurea Diva Mendes.

 
 A inclusão do diverso na  diversidade pela resistência  
Créditos do vídeo e Fotos - Áurea Diva Mendes.

De 29 de janeiro a 2 de fevereiro de 2025, acontece, pela primeira vez em Salvador, a VII Jornada de Agroecologia da Bahia. O evento, organizado pela Teia dos Povos, articulação de comunidades, territórios, povos e organizações políticas, rurais e urbanas, será realizado no Parque de Exposições. A jornada é um encontro de trocas, aprendizados e celebração das diversidades dos povos. Indígenas, comunidades negras, populações do campo e da cidade, mestres e mestras se reúnem para fortalecer lutas em torno da terra, do território, da agroecologia popular e da soberania.

Em reconhecimento à importância dos saberes tradicionais, a Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal da Bahia (UFBA) lançou em 2023 o edital Professor Visitante Notório Saber. O edital é parte do Programa de Saberes Tradicionais da PROEXT, e visa o aprimoramento da articulação entre a UFBA, as comunidades, territórios e demais setores da sociedade através da contratação de mestras/es da cultura popular na modalidade professor visitante. Desta forma, a PROEXT pretende fortalecer o Programa ACCS e a inserção das atividades de extensão nos currículos dos seus cursos de Graduação.

Um mestres e duas mestras contratados na modalidade Professor Visitante no edital 2023 estarão participando da VII Jornada de Agroecologia da Bahia: Mestre Joelson, Mestra Mayá e Mestra Japira. Conheça um pouco mais sobre eles:

Joelson Ferreira de Oliveira: Liderança do Assentamento Terra Vista, em Arataca (BA), e da Teia dos Povos. Professor Visitante do Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos, Notório Saber em Arquitetura e Urbanismo

Antônia Braz Santana (Mestra Japira): Pajé da aldeia Novos Guerreiros (Bahia), é uma grande conhecedora dos ecossistemas da Capoeira, da Mata Atlântica, da Restinga e do Brejo. Professora Visitante da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Notório Saber em Educação – Conhecimento e Inclusão Social.

Maria José Muniz de Andrade Ribeiro (Mestra Mayá): Mestra, educadora, liderança política e religiosa da luta Pataxó Hãhãhãe. Professora Visitante da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Notório Saber em Educação – Conhecimento e Inclusão Social.

Confira a programação da VII Jornada de Agroecologia da Bahia e participe!

Para mais informações e programação completa, acesse os portais de comunicação oficiais do evento:
Site:
teiadospovos.org/
Instagram: @teiadospovos

Créditos - Ascom do Evento Teia dos Povos.

Fonte: https://proext.ufba.br/viii-jornada-de-agroecologia-da-bahia

              

sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

O Fundeb de 2025 será o mais equitativo da nossa história

 

FOTO:TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

Reformulações podem consolidar o Novo Fundeb como uma quebra de paradigmas no financiamento educacional brasileiro

O financiamento educacional no Brasil atravessa um momento crucial de transformação com os aprimoramentos previstos para 2025 no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), o principal fundo de financiamento da educação básica, composto por recursos federais, estaduais e municipais e que responde por dois terços do investimento público em educação básica.

A busca por mais equidade e eficácia no gasto público precisa ser permanente, e o novo desenho do Fundeb traz avanços em ambas as dimensões. Seis razões tornam o Fundeb de 2025, em particular, o mais equitativo desde sua criação, consolidando-o como uma ferramenta poderosa para o enfrentamento das desigualdades estruturais que marcam a educação brasileira.

Em primeiro lugar, a complementação da União alcança seu maior patamar histórico: 21% da receita global dos fundos; isso significa dizer que dobramos a complementação em relação aos 10% que se operava no antigo Fundeb, vigente até 2020. A segunda razão diz respeito a reajustes nos fatores de ponderação, os quais bonificam a oferta de educação infantil e das modalidades indígena e quilombola, no campo e especial.

Terceira, outra inovação é a reformulação dos critérios de distribuição da Complementação-VAAR da União. Anteriormente, a distribuição era baseada em médias de desempenho em Língua Portuguesa e Matemática. Em 2025, o foco será a proporção de estudantes que alcançam ou superam níveis adequados de aprendizagem. Essa abordagem reconhece que as médias podem mascarar desigualdades internas, especialmente em redes com grande variabilidade no desempenho discente. Ao valorizar o alcance de padrões mínimos de aprendizagem para todos, o novo modelo corrobora que é inadmissível encontrarmos crianças e jovens com aprendizagem insuficiente para a etapa em que se encontram.

Não apenas devemos saudar um Fundeb permanente, mas também atentar para que a preocupação com as desigualdades sociais seja permanente dentro dele

Além disso, o peso de uma medida de equidade dentro da fórmula de cálculo foi ampliado. Em situações de máxima desigualdade – nas quais há uma grande distância entre grupos de estudantes em termos de raça/cor e nível socioeconômico – o alcance e o avanço de desempenho da rede de ensino como um todo poderão ser neutralizados. Isto é, não basta ter evolução de aprendizado para o conjunto dos estudantes sem se atentar aos mais vulneráveis. Essa penalidade enfatiza a necessidade de combater as desigualdades no cerne do processo de ensino-aprendizagem e reforça o papel indutor do Fundeb em estimular políticas que priorizem a redução das disparidades.

Em quinto lugar, outro aspecto digno de destaque são os dois novos ponderadores que serão incorporados à distribuição dos recursos do Fundeb em 2025. O primeiro, referente ao nível socioeconômico do alunado, foi inaugurado neste ano e reconhece que as condições de origem têm impacto significativo sobre o acesso e a permanência na escola, além de influenciar os resultados de aprendizagem. Ao destinar mais recursos às redes que atendem estudantes de menor nível socioeconômico, o Fundeb reforça a lógica de que o financiamento deve ser proporcional às necessidades reais dos estudantes e suas famílias.

Finalmente, o segundo ponderador, relacionado à disponibilidade de recursos vinculados à educação, introduz em caráter inédito para o próximo ano um critério de justiça fiscal que favorece os entes federados com menor capacidade de arrecadação. Redes públicas em regiões de menor desenvolvimento econômico, que frequentemente enfrentam dificuldades para financiar adequadamente suas políticas educacionais, receberão proporcionalmente mais recursos. Essa mudança corrige distorções históricas e fortalece o papel redistributivo do fundo.

Essas reformulações concorrem para consolidar o Novo Fundeb como uma quebra de paradigmas no financiamento educacional brasileiro. Dessa forma, a política de fundos se apresenta como um instrumento mais sensível às realidades locais e mais alinhado à promoção da justiça social. Não apenas devemos saudar um Fundeb permanente, mas também atentar para que a preocupação com as desigualdades sociais seja permanente dentro dele.

Por Adriano Senkevics 


Adriano Senkevics é técnico de planejamento e pesquisa no Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e doutor em educação pela USP (Universidade de São Paulo). Desde 2023 assessora o MEC (Ministério da Educação) e a CIF (Comissão Intergovernamental de Financiamento) na implementação do Novo Fundeb.

Fonte: Nexo Políticas Públicas - O fundeb de 2025 será o mais equitativo da nossa história | Nexo Políticas Públicas


sábado, 5 de outubro de 2024

AtlasIntel/A TARDE: Adélia lidera corrida pela prefeitura de Ilhéus

Levantamento mostra petista na frente, com Valderico Júnior (União Brasil) em segundo

Adélia pode se tornar a primeira mulher a governar Ilhéus
Adélia pode se tornar a primeira mulher a governar Ilhéus - 

Valderico Júnior (União Brasil) aparece com 40% das intenções de voto, o que aponta empate técnico entre os candidatos, dentro da margem de erro, que é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Nos votos válidos, o candidato do União Brasil tem 41.4%. Bento Lima (PSD), candidato do prefeito Mário Alexandre (PSD), tem 13.5%, ou 14% dos votos válidos. Outros 2.2% dos eleitores não sabem em quem vão votar, e 1.4% diz votar branco ou nulo.

Adélia lidera intenções de votos válidos no município
Adélia lidera intenções de votos válidos no município | Foto: Túlio Carapiá | Editoria de Arte A TARDE

Para o analista político da AtlasIntel, Yuri Sanches, a corrida está bastante indefinida, configurando um empate técnico, e será decidida a partir da capacidade de ambos candidatos de dialogar com a base de Bento Lima.

"Temos uma corrida bastante parelha em Ilhéus com Adélia liderando, Valderico em seguida e com Bento Lima na figura de fiel da balança, decidindo para onde essa vitória vai pender. Na margem, os dois estariam empatados tecnicamente, então vai precisar haver um diálogo com a base do eleitorado que prefere o Bento Lima, que pode ser também um voto de protesto de quem prefere uma opção além do embate entre PT e União Brasil, do petismo contra o carlismo", pontuou.

Votos gerais também mostram vantagem da petista
Votos gerais também mostram vantagem da petista | Foto: Túlio Carapiá | Editoria de Arte A TARDE

Ainda na avaliação de Yuri, caso haja uma migração para o chamado "voto útil", já que Ilhéus não possui segundo turno, a tendência observada é de que Valderico seja beneficiado.

"O Bento Lima tem o apoio do Otto Alencar, que faz parte da base do governador Jerônimo e é aliado histórico do PT, mas o seu eleitorado tem algumas características que apresentam uma tendência maior de, em caso de migração, aderirem à candidatura de Valderico. É um cenário que encontra correlação na eleição de 2022, quando Jerônimo tinha uma vantagem pequena em relação à ACM Neto, e que se repete agora, mas que ao observar os cruzamentos, apenas 10% do eleitorado de Bento Lima votou no petista, enquanto 16% preferiu Neto e 18% desse eleitorado votou no candidato João Roma", apontou.

Preferências

Adélia é preferência entre as mulheres entrevistadas (51.2% x 34.7%), enquanto Valderico leva vantagem entre os homens (46.4% x 33.1%). Se for levada em consideração a faixa etária, Adélia vence entre os jovens de 16 a 24 anos, com 76.5%, seguida por Bento, que é citado por 13.2% dos eleitores entrevistados, e Valderico, com 3.7%. A candidata petista ainda aparece na frente entre o eleitorado de 25 a 34 anos (50.8%) e de 60+ (41.2%). Já o nome do União Brasil lidera nas faixas de 35 a 44 anos (46.3%) e de 45 a 59 anos (52.5%).

A candidata petista, que é apoiada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) e pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), herda os votos do atual gestor (84%) e de Kleber Rosa (Psol) 72.9%, no recorte do primeiro turno de 2022, o que aponta para uma tendência de votos de simpatizantes de candidatos mais à esquerda. Valderico aparece como o herdeiro dos votos de ACM Neto (União Brasil), com 70.2%, e de João Roma (PL), com 76.1%.

No recorte nacional, Adélia é a preferida daqueles que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição de 2022 (73.5%), enquanto Valderico lidera entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PL), com 74.9%.

Escolhido por Marão para a sucessão, o ex-secretário municipal Bento Lima (PSD) não herda a maioria dos votos depositados no atual prefeito em 2020, com 24.5%. Adélia aparece na frente entre os que votaram no gestor no último pleito, com 55.9%, enquanto 19.2% dizem votar em Valderico.

Avaliação dos gestores

A pesquisa AtlasIntel também perguntou aos entrevistados sobre a avaliação do presidente Lula (PT), do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do prefeito Marão (PSD) na cidade. O líder do Palácio do Planalto é aprovado por 49% dos entrevistados. Outros 46% desaprovam a gestão, enquanto 5% disseram não saber. Jerônimo Rodrigues é aprovado por 35%, enquanto 56% desaprovam. Aqueles que não sabem somam 10%.

O prefeito Marão tem 72% de desaprovação. O gestor tem 15% de aprovação, e outros 13% não sabem.

O desempenho dos três gestores também foi questionado. Para 37%, o presidente Lula faz um governo bom ou ótimo. Já aqueles que consideram o governo regular são 38%, enquanto 25% classificam como ruim ou péssimo. O governo Jerônimo Rodrigues é visto como bom ou ótimo por 26%, regular por 49%, e ruim ou péssimo por 26% dos entrevistados. A gestão Marão é tida como boa ou ótima por 10%, regular por 58%, e ruim ou péssima por 32%.

Avaliação dos políticos

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, aparece como o político com maior aprovação entre os entrevistados, com imagem positiva para 62%. Na sequência vem o ex-presidente Jair Bolsonaro, com 45%. O ministro Rui Costa tem 44%, mesmo número que Valderico. O presidente Lula é visto de forma positiva por 36%, enquanto Adélia aparece com 35%.

Jerônimo é bem avaliado por 29%, enquanto Marão tem uma imagem positiva para 17%. O candidato Bento Lima tem a menor imagem positiva entre os políticos, com 15%.

A pesquisa AtlasIntel/A TARDE entrevistou 805 eleitores, via recrutamento digital aleatório, entre os dias 29 de setembro e 4 de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança do levantamento é de 95%. O número de registro no TSE é BA-06052/2024.

AtlasIntel/A TARDE

O Instituto AtlasIntel foi o único a apontar tanto a virada como a vitória do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), nas eleições de 2022. No cenário internacional, cravou os resultados do primeiro e segundo turnos na Argentina e acertou nos cenários das eleições presidenciais da Colômbia em 2022, nos Estados Unidos em 2020 e na África do Sul em 2024.

Também em 2024, o instituto ganhou o selo de confiança do jornal norte-americano The New York Timese foi destaque na revista Newsweek como levantamento mais confiável dos EUA.

No cenário eleitoral baiano, a AtlasIntel continua sua parceria com A TARDE, já tendo divulgado pesquisas em Salvador, Camaçari, Barreiras, Itabuna, Luís Eduardo Magalhães, Valença, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

Fonte: A TARDE: https://atarde.com.br/eleicoes/atlasintela-tarde-adelia-lidera-corrida-pela-prefeitura-de-ilheus-1289887


sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Cosme e Damião: relação com divindades faz gêmeos manterem tradição

Entrega de doces ou o tradicional caruru são provas da resistência de ritos pela Bahia

                     

Os veterinários Cosme e Damião se destacam não só pela homenagem nos nomes, mas por terem abraçado o costume de oferecer caruru - Foto: Olga Leiria / Ag. A TARDE

Cosme e Damião, ou Acta e Passio – de acordo com historiadores os nomes reais da dupla –, ou Ibeji na associação com a religiosidade de matriz africana. Independente de como chamados, a devoção a essas divindades se mantém viva. Hoje, 27 de setembro, a entrega de doces ou o tradicional caruru são provas da resistência de ritos pela Bahia.

Entre os devotos, os veterinários Cosme e Damião se destacam não só pela homenagem nos nomes, mas por terem abraçado o costume de oferecer caruru em homenagem aos santos católicos. “Meus pais faziam o caruru bem tradicional na fazenda, com sete meninos na mesa. A gente fazia aquela festa, era uma maravilha juntar todo mundo. O pessoal rezava e cantava. E hoje a gente mantém a tradição. Vamos em algum bairro e distribuímos caruru para crianças”, conta Cosme Correia.

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Mas nem sempre a identificação com as figuras conhecidas por curar sem cobrar foi motivo de orgulho. O veterinário Damião Correia conta que na infância a relação era complexa. “Antigamente, a gente não gostava do nome. Era gozação, aquela coisa de ficarem chamando de ‘Cosme e Damião’ que chegava a incomodar”, explica. Porém, Cosme reforça que, hoje, os nomes são motivo de orgulho.

O historiador Murilo Mello lembra que nem sempre a dupla foi bem quista pelo catolicismo. “A igreja via com maus olhos porque eram pessoas que tinham esse ‘poder’ de cura que não estava aliado a ela. A igreja queria ter esse monopólio e eles eram vistos como uma ameaça”, diz.

Com o passar do tempo, que a imagem dos gêmeos foi cooptada pela igreja e eles foram transformados em santos, ícones religiosos. A tradição dos santos também se mistura com as religiões de matriz africana. O historiador explica que no Brasil, Cosme e Damião passaram a ser associados aos Ibejis, divindades gêmeas do candomblé que representam a alegria e a proteção das crianças. “Eles ganham popularidade absurda aqui, principalmente na Bahia, sendo celebrados tanto pela Igreja Católica quanto pelas religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda”, afirma Murilo.

Também gêmeos, os irmãos baianos Enio e Enzo Ferreira Barbosa já foram apelidados de Cosme e Damião e consideram usar essa relação com as figuras religiosas nos textos que vão enviar para as universidades americanas para as quais estão se candidatando.

“Minha mãe é religião de matriz africana e aqui em casa todo mundo cultua. Sempre foi algo que participou muito do nosso cotidiano. Os oficiais de admissão das universidades de fora querem ver coisas novas. Então, posso citar essa relação com Cosme e Damião em alguma redação, porque é algo que conversa comigo, minha história, minha cultura, minha religião”, afirma Enio.

De olho na universidade de Stanford, Enio sonha cursar ciência da computação, enquanto Enzo almeja se formar em ciências políticas em Princeton. Os dois irmãos participam de uma iniciativa gratuita da Fundação Estudar, o Prep Program, que prepara estudantes brasileiros para o processo de candidatura em universidades estrangeiras.

Mesmo com o apoio especializado, eles comentam que ter um gêmeo e realizar esse procedimento simultaneamente é algo bastante positivo, porque se ajudam. Ainda na reta final do processo de inscrição nas universidades, Enzo comenta que vai reservar um tempo para manter viva as tradições. “É algo que pretendo manter pra vida. Estamos na reta final do processo, mas ainda assim vou tirar um sábado e vou para o meu barracão, cultuar com minha mãe e distribuir doces”.

Fonte: ATARDE https://atarde.com.br/salvador/cosme-e-damiao-relacao-com-divindades-faz-gemeos-manterem-tradicao-1288821

 

quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Rui admite que quer o Senado. E encurta mais o espaço de Geraldo

 Confira a coluna de Levi Vasconcelos

Imagem ilustrativa da imagem Rui admite que quer o Senado. E encurta mais o espaço de Geraldo

A chapa tem quatro vagas, a de governador, a de vice e duas para o Senado. A primeira já está ocupada, é de Jerônimo, Jaques Wagner (PT) já disse que quer disputar a reeleição para o Senado e Rui Costa quer a outra. Sobra a de vice, hoje ocupada por Geraldo Jr. (MDB), E é aí que começa o parangolé.

Tem também na espreita o senador Angelo Coronel (PSD), que quer a reeleição, e correndo por fora Ronaldo Carletto, que empoderou o Avante tentando ocupar o espaço que era do PP com João Leão à frente. No contexto atual, todos sobrando.

Jogo atual —Entre governistas, há quem diga que Geraldinho já foi jogado na disputa em Salvador exatamente como teste para 2026, se tiver bom desempenho, se garante, se não estará descartado. É aí que entra a maldade. Alguns dizem que ele já entrou na parada jogado deliberadamente para ser descartado.

Em miúdos, na base governista é difícil achar quem acredite no bom desempenho dele. Se tiver uma chapa com Jerônimo, Wagner e Rui, a vice automaticamente vai para o grupo do senador Otto Alencar, o comandante do PSD, maior partido entre os governistas.

Historicamente, a chapa majoritária sempre teve dois aliados externos do PT. 2026, com três petistas, seria novidade.

Colaborou: Marcos Vinicius

Fonte: ATARDE Postado https://atarde.com.br/colunistas/levivasconcelos/rui-admite-que-quer-o-senado-e-encurta-mais-o-espaco-de-geraldo-1288494



VIII Jornada de Agroecologia da Bahia - 2025

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