| Escrito por Ângelo Martins |
| Preocupados em criar um fato político para beneficiar Wagner, o PT baiano estudou a possibilidade de trazer Lula a Ilhéus e Itabuna para um evento de liberação da ordem de serviço da ferrovia oeste leste. A região foi estrategicamente escolhida, já que é onde Wagner apresenta maior índice de rejeição, e onde apresenta seu pior desempenho. O problema é que a Licitação ainda não se encerrou, nem tão pouco se encerraria até o dia 29, o que poderia tornar o evento num grande fiasco. Diante dessa situação, coube ao PT mudar a estratégia. Lula virá a Bahia novamente, tentar ajudar o amigo, entretanto, o evento será para a liberação de um viaduto que faz parte de um complexo de viadutos que estão em construção em salvador. Com tanta coisa pra um Presidente fazer, a impressão que fica é que Wagner deve mesmo estar precisando da ajuda do amigo. |
domingo, 26 de setembro de 2010
LULA NÃO VEM MAIS A ILHÉUS E ITABUNA DIA 29
sábado, 25 de setembro de 2010
Educacenso 2010: Ilhéus deve enviar seus dados
O Censo Escolar é uma pesquisa que tem por objetivo fazer um amplo levantamento sobre todas as escolas de educação básica no país atendidas pelo Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação). É realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, autarquia vinculada ao Ministério da Educação, em estreita articulação com as Secretarias Estaduais de Educação e do Distrito Federal, com a participação e
colaboração das Secretarias de Educação dos municípios e das escolas de educação básica de todo País. A data de referência das informações, neste ano, foi o dia 26/05/2010.
Utiliza um sistema de acesso via Internet chamado Educacenso, que permite manter um cadastro único em uma base de dados centralizada no Inep a respeito de escolas, turmas, alunos, docentes/ auxiliares de educação infantil, profissionais/ monitores de atividade complementar. Como o envio é on-line, possibilita maior rapidez na atualização das informações.
O envio dos dados garante a distribuição do fundo e demais programas que utilizam as informações do censo, como distribuição de alimentação escolar, livro didático e transporte escolar, dentre outros. As redes
que permanecerem com dados faltantes podem perder recursos, informa o Inep. Os dados consolidados serão divulgados no final de novembro.
Os Municípios de América Dourada, Cafarnaum, Candiba, Caturama, Condeúba, Filadélfia, Ibiassuce, Jaguaripe, Jussara, Lajedão, Lajedinho, Lajedo do Tabocal, Maetinga, Mortugaba, Muquém de São Francisco, Nilo Peçanha, Nordestina, Olindina, Pé de Serra, Piripa, Planaltino, Tanque Novo enviaram 100% dos dados ao INEP.
Saiba mais: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/09/24/brasil-tem-42-milhoes-...
http://mapa.educacenso.inep.gov.br/

Quem garante é o Presidente do Tribunal Superior Eleitoral(TSE), o Ministro Enrique Ricardo Lewandowski.
Por Priscila Bueker (pbueker@eshoje.com.br)
A lei proíbe a candidatura de políticos condenados em decisões colegiadas e que renunciaram a mandato eletivo para escapar de cassação. De acordo com o ministro do Tribunal Superior Eleitoral, os candidatos ao pleito considerados "fichas-sujas" podem continuar sua campanha. Porém, se eleitos, não poderão ser diplomados e, por conseqüência, não vão poder tomar posse do cargo.A diplomação acontece no dia 17 de dezembro.
"O TSE assegura a continuação da campanha, mesmos os que tiveram registros indeferidos. Ainda vamos estudar a possibilidade, mas os votos dos eleitores destinados aos fichas sujas não vão ser considerados. A princípio, tais votos serão considerados nulos. Deixemos claro que o Tribunal Superior Eleitoral vai continuar aplicando sua jurisprudência para fazer valer a lei em sua totalidade ainda nestas eleições", ressaltou o presidente do TSE.
Lewandoswski esclareceu que, para derrubar a Lei Ficha Limpa, é preciso seis votos contra a proposta, de acordo com artigo 97 da Constituição Federal. Ele disse que, no julgamento dos recursos de candidatos fichas-suja no Tribunal, priorizará os recursos extraordinários. "Eles subirão ao STF e vão ser atendidos de forma individualizada, para uma maior celeridade. A Ficha Limpa não sofre também nenhuma alteração, é um projeto de constitucional e legítimo."
Roriz. No julgamento, iniciado nesta quinta-feira, os ministros julgavam recurso do candidato ao governo do Distrito Federal Joaquim Roriz (PSC) que teve o registro barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF), decisão depois confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por ter renunciado ao mandato de senador, em 2007, para evitar um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado. Ele agora será substituído pela esposa, Weslian Roriz, na chapa.
Sobre o caso, o ministro Lewandowski explicou que a lei autoriza, sim, este tipo de substituição. Mas, quanto a ilegalidade deste caso em específico, é possível que a renúncia da candidatura anule. "Foi reconhecida a repercussão geral do tema. O recurso passa a ter caráter objetivo. O Supremo Tribunal terá que decidir o recurso especial e se é possível a desistência do acusado depois de iniciado o julgamento", explicou.
No julgamento do caso do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, votaram a favor os ministros Ayres Britto, Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, o próprio Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie. Contra, votaram Gilmar Mendes, o presidente do STF Cesar Peluso, Celso de Mello, Marco Aurélio Melo e Dias Toffoli. Este é o primeiro caso de julgamento da Lei da Ficha Limpa no STF e foi suspenso, num consenso da Corte, por tempo indeterminado.
O Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo, o desembargador Pedro Valls Feu Rosa, destacou que torce para que a Lei ficha Limpa continue sendo aplicada em sua rigorosidade. "Esta lei é um desejo da maioria da população, que anseia por governantes compromissados com a ética e com o anseio popular. É triste ter que se votar uma lei para que candidatos que tenham ficha suja não possam ser eleitos.Esses tipos de políticos não eram para se candidatar ao pleito.No mandato eletivo, o político está ali para representar desejos coletivos e não particulares", finalizou.
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Postado por www.urbisnoticias.blogspot.com no URBIS NOTICIAS em 9/24/2010 08:16:00 PM
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Estádios da Copa terão pouca utilidade, avalia deputado

O presidente da subcomissão que fiscaliza os gastos públicos na organização da Copa do Mundo de Futebol de 2014 no Brasil, deputado Sílvio Torres (PSDB-SP), avalia que os estádios construídos para a Copa do Mundo de 2014 poderão se transformar em "elefantes brancos".
O parlamentar disse que o País pode investir grandes quantias em arenas que, depois da Copa, terão pouca utilidade e trarão mais despesas aos cofres públicos. Torres acha que ainda há tempo para a redução no número de sedes, que atualmente é de 12.
Segundo Sílvio Torres, o Tribunal de Contas da União (TCUÓrgão auxiliar do Congresso Nacional que tem por atribuição o controle externo dos atos financeiros, orçamentários, contábeis, operacionais e patrimoniais dos Poderes da República. ) identificou quatro estádios que darão prejuízo aos governos após a realização do evento esportivo: os de Brasília, Cuiabá, Manaus e Natal.
Espaços ociosos
Os estádios dessas capitais somam quase R$ 2 bilhões em dinheiro público, lembra o deputado, e tendem a se transformar em espaços ociosos e caros. "O TCU já apontou no estudo que fez sobre a sustentabilidade de alguns estádios que vão sediar a Copa, que quatro deles com certeza se tornarão ociosos, o que significa que vão ter que ser bancados com dinheiro público, porque os custos de manutenção dessas arenas é alto.”
O parlamentar ressalta que os estádios a serem construídos ou reformados são “modernos e caros e as arenas dessas capitais, que não têm sustentação através do esporte nem mesmo através de eventos, dificilmente elas conseguirão parcerias."
Silvio Torres destacou ainda que outras cidades, como Fortaleza e Recife, estão numa situação intermediária, mas também podem ter prejuízos com os estádios depois da Copa.
Caríssimo
O deputado considerou caríssimo o estádio de Brasília que, apesar de não ter nenhum time disputando os principais campeonatos, deve custar aproximadamente R$ 720 milhões. Ele lembrou que a Alemanha, que realizou a Copa de 2006, teve de fazer parcerias entre os administrações municipais e os estádios depois do mundial para não ter prejuízos.
Silvio Torres citou ainda o caso do Soccer City, que custou o equivalente a R$ 1 bilhão e sediou a abertura da Copa de 2010, na África do Sul. Ele observou que o público local frequenta partidas com ingressos que custam R$ 5,00, o que não é suficiente para sustentar o estádio.
Edição - Newton Araújo
Indefinição do STF sobre Ficha Limpa afeta eleições para a Câmara
Agencia da Câmara
Na eleição proporcional (deputados estaduais e federais), o número de vagas a ser preenchido por um partido é calculado com base no número de votos dados a todos os candidatos desse partido ou coligação.
A indefinição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a validade ou não da Lei da Ficha Limpa já nas eleições deste ano mantém em suspense a viabilidade de centenas de candidaturas questionadas na Justiça Eleitoral, inclusive de deputados federais.
Nesta madrugada, acabou indefinido o julgamento do recurso impetrado pela defesa de Joaquim Roriz (PSC), candidato a governador do Distrito Federal, contra a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que indeferiu o registro de sua candidatura com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10). Roriz renunciou ao mandato de senador em 2007 para evitar a cassação do seu mandato.
Hoje, com a desistência de Roriz à sua candidatura ao governo, a ação perdeu o objeto, e pode ser arquivada no STF mesmo após 15 horas de discussões. A assessoria do presidente do STF, ministro Cezar Peluso, informou que o plenário do tribunal decidirá na próxima quarta-feira (29) se o julgamento do recurso de Roriz terá prosseguimento. Os advogados do ex-candidato informaram, no entanto, que vão desistir da ação. Com isso, continua a indefinição quanto à validade da nova lei.
Indefinição na Câmara
No caso da Câmara, se a indefinição sobre a validade da lei se arrastar até depois das eleições, muitos candidatos que receberem votação expressiva para serem eleitos poderão perder a vaga se a lei for considerada válida – por terem sido impugnados ou por terem se beneficiado de votos dados a candidatos impugnados.
Na eleição proporcional (deputados estaduais e federais), o número de vagas a ser preenchido por um partido ou coligação é calculado com base no número de votos dados a todos os candidatos desse partido ou coligação. Se for anulada a eleição de um candidato “puxador de votos”, a hipótese considerada mais provável na assessoria jurídica do TSE é que isso afetará o resultado da eleição naquele estado, pois forçará a redistribuição de vagas entre os partidos.
A discussão fica ainda mais relevante na Câmara dos Deputados porque eventuais mudanças no tamanho das bancadas partidárias poderá refletir no trabalho geral do Legislativo. Muitas das atividades da Câmara se submetem ao tamanho das bancadas, entre elas: a composição e a presidência das comissões permanentes, a composição da Mesa Diretora da Casa, o direito a representação partidária formal, o tempo para discurso de líderes em plenário e o número de funcionários destinados ao partido.
Até a última quarta-feira, o TSE havia decidido 56% dos recursos sobre registro de candidatura, o que representa 994 processos analisados. Naquela data, o tribunal contabilizava 1.763 recursos que chegaram à Corte questionando decisões dos tribunais regionais eleitorais que negaram registros a candidatos. O total de decisões envolve aquelas tomadas pelo plenário da Corte Eleitoral, assim como as deliberações individuais dos ministros, conhecidas como monocráticas. Segundo o tribunal, 171 desses processos questionam a aplicação da Lei da Ficha Limpa.
*Matéria atualizada às 18h28.
Edição – Wilson Silveira
Comentários
IBOPE: WAGNER 52%; GEDDEL EMPATA COM SOUTO – 15%!
A pesquisa Ibope/Rede Bahia divulgada há pouco revela que o governador Jaques Wagner (PT) saltou de 49% para 52% e há empate entre Paulo Souto (DEM) e Geddel Vieira Lima (PMDB) tem 15% cada um. Wagner estaria reeleito no primeiro turno. Wagner e Geddel cresceram 3 pontos. Souto estabilizou.
Bassuma (PV) tem 2% e professor Carlos (PSTU) aparece com 1%. Sandro Santa Bárbara (PCB) e Mendes (PSOL) não pontuaram. O percentual de brancos e nulos atinge 6% e o de indecisos é de 10%. A pesquisa ouviu 1.512 eleitores em 81 municípios, de 21 a 23 de setembro, e apresenta margem de erro de 3 pontos percentuais.
Além de ter sido alcançado por Geddel nas intenções de voto no Ibope, Souto é também o mais rejeitado pelos eleitores baianos. 31% não votariam nele. Bassuma tem rejeição de 23%, Professor Carlos, 20% e Geddel, 19%. Marcos Mendes e Santa Bárbara têm 18% e 17% de rejeição, respectivamente. O menos rejeitado é Wagner, 16%.
NÚMEROS DO VOX POPULI
O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), segue na liderança na corrida pelo governo do Estado, aponta pesquisa Vox Populi/Band/iG divulgada nesta sexta-feira.
Wagner tem 46% das intenções de voto, seguido por Paulo Souto (DEM), com 18%, Geddel Vieira Lima (PMDB), com 14%, e Bassuma (PV), com 2%.
Votos brancos e nulos somam 5%, e os indecisos, 15%. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
O instituto ouviu 800 eleitores entre 18 e 21 de setembro. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 31.707/10. Com informações da Band.
Felicidade é Consciência...
Não dependa dos outros para você ser feliz.
Pois felicidade é um estado de consciência.
E ser feliz é responsabilidade de todo ser.
Porque a vida é uma bênção!
Logo, jamais deixe que as atitudes alheias roubem sua luz.
A Vida é maior que você – e do que eu também.
Na verdade, a Vida é maior do que tudo.
E você está vivo. E todos também estão, na Terra, e além...
Então, seja feliz, só por você existir.
Para compartilhar sua luz com os outros, que também existem.
Porém, sem depender de ninguém.
Encarnados e desencarnados, todos nós existimos.
E, se somos felizes, ou não, isso só depende de nós mesmos.J
á temos o suficiente: nós existimos.
Então, que tal sermos felizes, só por isso?
A existência é a mesma, seja na Terra ou no Astral.
Aqui, ou Lá, a verdade é uma só: felicidade é um estado de consciência.
E quem reconhece isso, é feliz, sim, só por existir.
Paz e Luz em seu coração!
(Wagner Borges)
Wagner acende luz vermelha com queda de 11 pontos em apenas uma semana
| Escrito por Jamesson Araujo |
| Parece que anuncio de Dilma que Wagner é seu candidato ao governo da Bahia, mexeu com as pesquisas que antes eram totalmente favoráveis a Wagner. A oposição comemora, e dá como certo um segundo turno na Bahia. Alguns petistas, já mostram preocupação, e já admite um provável segundo turno. A vantagem do governador Jaques Wagner (PT) caiu 11 pontos percentuais em uma semana. Wagner passou de 53% para 48%, uma variação superior à margem de erro, de três pontos percentuais para mais ou para menos. O percentual de intenções de voto de todos os seus adversários soma 36%. Na semana passada, a soma era de 23%.Considerando apenas votos válidos, Wagner tem 58% das intenções de voto. Na semana passada ele chegava a 64%. O segundo colocado na pesquisa é Paulo Souto (DEM), que passou de 16% para 21%, abrindo boa vantagem sobre o terceiro colocado, Geddel Vieira Lima (PMDB), que variou de 11% para 12%. Bassuma (PV) tem 2%. Marcos Mendes (PSOL) aparece com 1%. Sandro Santa Barbara (PCB) e Professor Carlos (PSTU) não atingiram 1%. Os indecisos na Bahia são 11% dos eleitores. Pretendem votar em branco ou anular o voto outros 5%. |
Partidos alijados da campanha
É verdade que este é um processo já de algumas eleições, mas a situação chegou ao seu máximo nesta campanha eleitoral. Falo do sumiço dos partidos na propaganda eleitoral de quase todos os candidatos a deputado e a senador. Observem que são muito raros os cartazes onde o candidato coloca a legenda a que pertence (e mesmo os que o fazem põem sigla bem pequena, num cantinho, para não “poluir”).
Este comportamento apenas aprofunda o processo de desmoralização dos partidos políticos no Brasil e, junto com eles, do próprio sistema eleitoral. A campanha fica cada vez mais despolitizada, não se discute princípios nem se fala de bandeiras partidárias. O que importa é somente o nome do candidato e, claro, o número que deverá ser digitado na urna eletrônica. Entre as exceções, estão os candidatos dos chamados “partidos nanicos”, que ainda prezam suas legendas.
Faz parte deste processo de esculhambação dos partidos e das coligações a balbúrdia que tomou conta das alianças, uma vez que cada candidato a deputado está fazendo suas próprias “coligações”, recebendo e dando apoio a quem tiver a melhor proposta (e não falo de proposta política, mas de votos e/ou dinheiro). Tem sido comum ver candidatos a deputados federais do DEM “coligados” em cartazes junto com candidatos a estaduais do PT, do PCdoB. Ou vice-versa.
No fim, os eleitores terminarão votando somente nas pessoas mesmo. Aqueles mais conscientes escolherão os nomes que mais respeitam ou que consideram os melhores. Os que não têm informação política votarão naqueles que o cabo eleitoral da esquina ou o chefe mandar. E os que fazem da eleição um momento para ganhar algum, digitarão o nome de quem pagar mais.
Com este quadro, com certeza só teremos o que nos queixar dos futuros deputados. E, ao contrário do que diz Tiririca (o ex-palhaço que deverá ser eleito com mais de 900 mil votos em São Paulo), deverá ficar pior do que está.
O enigma Geddel
Para mim, a eleição baiana deste ano, tem, até agora, um grande enigma a ser decifrado, que é a situação do candidato a governador pelo PMDB, Geddel Vieira Lima. Restando apenas dez dias para a decisão definitiva das urnas, o candidato peemedebista aparece nas pesquisas de opinião exatamente no mesmo patamar com que começou a sua pré-campanha, apesar de todos os recursos que empregou neste período.
Ex-ministro da Integração Nacional, o deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB) decidiu fazer uma aposta arriscada quando, em 2009, optou pelo rompimento da aliança do seu partido com o PT, aliança que teve grande parcela de responsabilidade na histórica e surpreendente vitória de Jaques Wagner (PT) sobre Paulo Souto, derrotando a máquina carlista. Com uma base de 114 prefeitos e mais de mil vereadores, o PMDB baiano constituía uma estrutura sólida, garantindo a ele uma grande penetração em todas as regiões do Estado, o que era reforçado pela sua atuação no Ministério, com um elenco significativo de obras em mais de 100 municípios.
Mesmo sabendo que sempre é uma aposta arriscada concorrer contra a máquina governista e tendo ainda que enfrentar o que restou da estrutura carlista, Geddel decidiu apostar na sua capacidade de trabalho e foi à luta, formalizando a candidatura. Tinha, como estratégia, crescer no espaço entre o governador e Paulo Souto, apresentando-se como uma alternativa nova, contrapondo-se ao que já tinha sido e ao que está sendo, qualificando-se para ir ao segundo turno contra qualquer um dos dois.
Naquele momento da pré-campanha (fevereiro e março), recebia entre 8 e 10% das intenções de voto, na média das pesquisas eleitorais. Ele e sua equipe acreditavam, então, que sua performance devia ser debitada ao fato de ser menos conhecido do que os outros dois principais adversários, Souto e Wagner, e que isto iria mudar à medida que o eleitoradi tomasse conhecimento de suas propostas.
Profissional, montou uma boa estrutura para gerir a campanha, conseguiu reunir dez partidos em torno do PMDB e disparou emissários e aliados para todos os municípios baianos. Contratou uma equipe vitoriosa (em 2008) para conduzir o marketing eleitoral e jogou suas fichas na boa presença que tem frente aos microfones e câmeras.
Conseguiu garantir a teoria dos dois palanques na Bahia, com que procurou dividir as atenções do presidente Lula e da candidata à Presidência, Dilma Rousseff (PT). E, principalmente, nesta linha, buscou reforçar a mensagem de que também era candidato de Lula e de Dilma na Bahia, tentando garantir para si um pouco do peso da popularidade do ocupante do Palácio do Planalto ou, pelo menos, dividir a influência positiva com o governador Jaques Wagner.
Apesar do esforço, iniciou o horário eleitoral gratuito (em 17 de agosto), no mesmo patamar das intenções de voto, subindo apenas um pouco para 11%, mas dentro das margens de erro dos diversos institutos de pesquisa. A justificativa era que os adversários tinham maior visibilidade anterior, o governador pela exposição própria do cargo e o candidato do DEM pelo fato de já ter sido governador duas vezes.
A aposta passou a ser, então, a propaganda no Rádio e na TV. Sua equipe de marketing produziu boas peças, fortes na mensagem e leves na apresentação, a música da campanha não é ruim e o próprio candidato, como já se esperava, não foi mal nas suas aparições, com um discurso direto, frases objetivas e muitas críticas ao governo estadual.
Nada disto, porém, foi capaz de fazer o candidato subir nas pesquisas eleitorais e ele continua, a dez dias da eleição, estacionado nos mesmos patamares do início da campanha eleitoral, de acordo com os levantamentos de todos os institutos de pesquisa. Fato que foi usado até por Dilma Rousseff para anunciar publicamente que só tem, agora, um candidato a governador da Bahia, Jaques Wagner, jogando para o alto o compromisso anterior, de ficar de braços dados com o ex-ministro.
No futuro, quem analisar esta campanha baiana, poderá ter um bom material para estudar e tentar explicar porque um candidato que, aparentemente fez tudo certo, seguindo todo o receituário do marketing eleitoral, não conseguiu sequer mudar de patamar nas pesquisas eleitorais.
Como recomenda a prudência, repito que ainda faltam dez dias para a eleição e o quadro ainda pode mudar, uma vez que pesquisa não é urna e só esta dá os números reais de cada candidato. E, quem sabe, o esforço de Geddel e de sua equipe possa, ainda, dar algum resultado positivo? Aliás, se isto acontecer, será um caso ainda mais interessante para estudo dos especialistas.
STF suspende julgamento da “Ficha Limpa”, após placar de 5×5
Ainda não chegou a hora da população brasileira comemorar o onício da moralização da ocupação dos cargos políticos. Na noite de quinta-feira (23), segunda sessão de apreciação de Recurso Especial impetrado pelo candidato Joaquim Roriz, o placar terminou empatado.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram suspender a proclamação do resultado do julgamento do Recurso Extraordinário (RE) 630147, após o empate em 5 votos a 5. O RE foi ajuizado na corte pela defesa de Joaquim Roriz para questionar decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que indeferiu o registro de candidatura de Roriz com base na Lei Complementar (LC) 135/2010 – a chamada Lei da Ficha Limpa.
Votaram pelo desprovimento do RE, e consequentemente pelo indeferimento do registro de Joaquim Roriz, os ministros Ayres Britto (relator), Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Ricardo Lewandowski e Ellen Gracie.
Divergiram e votaram pelo provimento do recurso os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso.
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