O Dia Internacional da Mulher, celebrado em todo o mundo na
data de 8 de Março, será comemorado em Ilhéus nesta sexta-feira com uma série
de atividades. Historicamente, a data tem simbolizado a luta feminina pelo
exercício pleno da cidadania, com ênfase especial para o papel da mulher na sociedade atual, bem como para suas principais
conquistas ao longo dos anos.
Das 9 às 16 horas, na rua Jorge Amado, centro da cidade,
a secretaria municipal de Saúde (Sesau) estará promovendo diversas atividades.
Entre elas, aconselhamento em DST, HIV/Aids e hepatites virais, teste rápido de
HIV e sífilis, com resultado em cinco minutos, coleta de exame preventivo do
colo do útero, realização de exames clínicos de mama e realização de triagem
pré-natal, além de palestras educativas, distribuição de informativos e entrega
de insumos de prevenção (preservativos masculinos, femininos e lubrificantes).
A Associação do Núcleo da Mulher e Unidade Básica de
Saúde do Caic (Centro de Atenção Integral à Criança) Darcy Ribeiro também
promoverá atividades nesta sexta-feira (8). O evento, que vai comemorar os 15
anos de fundação do Núcleo da Mulher, acontecerá das 8 às 17 horas e tem como
parceiros o próprio Caic Darcy Ribeiro, as secretarias municipais de Saúde e
Educação, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e a Secti
(Secretaria de Ciência e Tecnologia do Governo do Estado).
De acordo com Leda Pureza, presidente do Núcleo da
Mulher, no dia 8, uma série de serviços será oferecida às mulheres da zona sul
da cidade. “Um dos nossos objetivos é demonstrar que esses serviços podem e
devem ser prestados durante todo o ano, e que são fundamentais para atender aos
direitos e necessidades das mulheres”, enfatiza. Segundo ela, as atividades
serão desenvolvidas nas áreas de prevenção à saúde, beleza e educação em geral,
incluindo palestras, solicitação de exames, aferição de pressão, cabeleireiro e
massoterapia. O Caic Darcy Ribeiro – Núcleo da Mulher – fica localizado no
Loteamento Santo Antônio de Pádua, 330, Barreira.
História - No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma
fábrica de tecidos, situada na cidade de Nova Iorque, fizeram uma grande greve.
Após ocuparem a fábrica, iniciaram uma reivindicação por melhores condições de
trabalho, tais como redução na carga diária de trabalho para dez horas (as
fábricas exigiam 16 horas diárias), equiparação de salários com os homens (as
mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar
o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As
mulheres foram trancadas dentro da fábrica de tecidos, que, na sequência,
acabou sendo incendiada. Aproximadamente, 130 tecelãs morreram carbonizadas,
num ato de gigantesca desumanidade. No ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8
de março passaria a ser o "Dia Internacional da Mulher", em lembrança
e homenagem às mulheres que morreram na fábrica norte americana em 1857. Todavia,
somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações
Unidas).
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