terça-feira, 14 de junho de 2016

Será o mesmo governador que pediu humildemente votos aos baianos, para mudar a Bahia?


 Os irmãos Juracir Arthur Melo de Moura, 5 anos, e Allan Abner Melo de Moura, 3,



O Casarão da família baiana, visitado inclusive por nossa "Gabriela" ilustre Sônia Braga no ano passado.

Um absurdo o diálogo entre o Governador Rui Costa e o prefeito Carlos Pereira, de Cachoeira, não se admite Governador que o senhor, homem simples, vindo das camadas humildes e periférica de Salvador, tendo em sua mãe uma guerreira, que lutou para criar os filhos, orgulhosa, creiamos, por tê-lo hoje como a maior autoridade do nosso Estado, e esse senhor que não conheço mais respeito, o Prefeito de Cachoeira, Carlos Pereira, diálogo tão inconsequente, principalmente pelo momento, aliás em momento algum poderia ter, sem considerar a dor da família que acabara de perder seus maiores bens, os filhos, sobrinhos, netos e bisnetos de homens e mulheres que assim como os seus, em terra baiana sempre lutaram pela sobrevivência.

É triste que parta de filho que, como nós, são de famílias descendentes de homens e mulheres que tiveram que dar a vida para que os seus pudessem sobreviver, carregamos e trazemos os sofrimentos dos nossos avós, tenho em meu avô grande exemplo, homem honesto, médico de família, que saía muitas vezes montado num burrico, de Maragogipe até São Felix/Cachoeira para atender um enfermo, retornando muitas vezes de rural no final da noite, por que não tinha condução para retorno no horário que lhe convinha. Para hoje sermos tratados de “sem tetos, abandonados pela sorte, que não utiliza energia elétrica, e ainda vivem na era do fogareiro”, e que ainda tivesse vivendo, sua origem governador lhe proíbe de tecer qualquer comentário contra pessoas humildes e trabalhadoras, principalmente condenar quem mora em casarões em Cachoeira, por que não dizer na Bahia, são todos de madeira, na montanha, Comercio, no Centro Histórico, etc. Todos constituídos de madeira, que segundo dizem, as autoridades só os valorizam quando é para buscar recursos para suas manutenções e preservações, quiçá aconteçam. . 
Sabe governador, somos parte do contexto desse desastre político, econômico e social que assola o país, não só de agora, alicerces de mazelas passadas, juntadas pelas que ainda hoje insistem em manter o povo sob controle. Esses contrastes sócio econômico, político e social posto a sociedade brasileira, reflete muito no nordeste, nosso Estado, em municípios como de Cachoeira, que as perspectivas de investimentos públicos para seu desenvolvimento é mínimo ou quase nada, onde sua população vive basicamente da cultura artesã e do turismo, um dia foi uma das mais ricas do Brasil, sua população foi formada em maioria de índios e negros de predominância Malê,  hoje ainda predominada pela cultura africana a quem pertencemos com orgulho, desses entre tantos municípios que sofrem sem acesso à energia e gás de cozinha, que no caso de Cachoeira, figura apenas no achismo hipotético dos nossos governantes, que deduziram que no casarão usa-se candeeiro e cozinha-se de fogareiro, que se fosse, seria orgulho, seguindo esse contexto parte dessa culpabilidade acusam o partido do governador Rui Costa, que ocupou o poder nos últimos quase 16 anos, e que segundo a mídia televisiva, escrita e falada, retroagiu e levou o país a falência, a outra parte deposita-se aos políticos corruptos que se mantém no poder historicamente para da nação sugarem o tanto quanto puderem, dados exibidos diuturnamente pela imprensa nacional e internacional.

Toma-se como pontos relevantes, e remete-se a indignação quando dados não apontam positivamente para incentivos concretos em nossos municípios, para que paremos de enviar nossos filhos para longe do convívio familiar, em busca de sobrevivência, fora da nossa cidade, até do próprio país. Dos males o menor, desses filhos, uma delas, na família que Vossa Excelência e o Prefeito de Cachoeira trata como “sem tetos” nos últimos dois anos,  investiu cerca de R$ 50 mil reais em reforma do nosso casarão, e há pouco mais de um mês, mais R$ 2 mil, portanto não estava jogado às traças, nem tampouco abandonado, assim como nossa família não é de “sem tetos”, senhor governador e prefeito, essa família é, e foi constituída de pessoas de bem, humildes, honestas e trabalhadores. Embora para vossas excelências, morar em casarão histórico, ser pobre, viver harmonicamente, preservando os princípios morais, herdados de antepassados, que sempre primaram pelos valores e costumes de nosso povo, que teve e vem tendo uma vida mesmo sendo humilde, digna, que é rechaçada por vossas autoridades, indignados e consternados nos deixam mais ainda.

Indigno é, governador Rui Costa e Prefeito Carlos Pereira, ouvir um diálogo desses, de homens como vocês que foram eleitos pela vontade do povo para cuidar e zelar do povo, que obtiveram na última eleição 54,5% o outro respectivamente 55,70% dos votos de pessoas como essas que viviam no casarão, pobres, de famílias simples e que poderiam estar sem energia e quem sabe utilizando de fogareiros, que não era o caso, e por que não dizer, quem é que não utiliza na Bahia, fogareiro para o cozimentos, tudo é válido para driblar a crise que assola nosso país. Crise essa que já retratamos acima agravada pelos descasos em parte pelo seu partido, que não irei tecer momentaneamente comentários, outra credita-se aos políticos corruptos que ao longo do tempo, moradores de casarões, de albergues, de ribeirinhas, de palafitas, favelas, morros, etc. são acabestrados a dar o voto. Votos dos 13 milhões de analfabetos ainda em nosso país.

Governador Rui Costa, fui criado também na linha oito, liberdade, sabemos como é, como foi difícil nossas infâncias e nossa sobrevivência, o quanto foi duro estudar em escolas como Duque de Caxias, Carneiro Ribeiro e outras das redondezas, GEMPA e outras de nosso tempo, o quanto sua Senhora Mãe a quem tenho muito respeito, foi a luta para levar aos seus filhos o pouco necessário a sobrevivência, essa mulher que lhe proporcionou além da subsistência, tornou-lhe um homem de bem, do povo, de caráter, irreparável, que quero acreditar nesses princípios e motivações em sua vida, e que ainda manterei a certeza de que Vossa Excelência, poderá se redimir de suas palavras, investigue antes se quiser.

Aproveita-se para alerta-lo que, nunca comente o que não tem certeza, ou apenas por que lhe disseram, embase-se primeiro, acredita-se que vossa excelência ainda lembre de suas caminhadas subindo a ladeira de são Cristóvão até o Duque de Caxias, debaixo de sol escaldante, estrutura do Duque precário, mais que dentro de todo possível superou as diversidades, eu sei que dentro de você, ainda consegue lembrar que humildade é honra. E que não vai ser um deslize no negligenciamento da instalação do Corpo de Bombeiros naquela região que lhe tirará esse brilho de homem de bem que conheci e que os baianos deram votos de confiança em mudar a Bahia.

Governador Rui Costa e Sr. Carlos Pereira, essa corporação não irá servir a Cachoeira, ela irá servir a toda região do recôncavo, Feira de Santana é muito distante para ser a mais próxima opção para atender um chamado de incêndio de proporções como esse que aconteceu em Cachoeira. Essa solicitação precisa ser atendida em caráter de urência para ontem, o prefeito deve doar a área e o governo do Estado construir a sede para a Brigada. Justifica-se inclusive por ser uma região que abriga muitos casarões, não só de “sem tetos”, porém, constitui-se patrimônios históricos da humanidade, a região traz consigo também a questão de ser uma das mais procuradas no período junino.

Listo abaixo o texto que está deixando indignada toda a Bahia, tenta-se justificar um descaso, a falta de compromisso, respeito e responsabilidade, antes de mais nada, por ser dever do Estado não só a segurança do cidadão, mais do seu patrimônio também, não se pode admitir que uma cidade com 34.535 mil habitantes, dados do último censo, que tem cerca de 3.800 imóveis desocupados, parte desses de proprietários ocasionais, mais 26 imóveis coletivos também vagos, dados do IBGE, isso também implica em um perigo para um cidade de Cachoeira que não tem uma brigada de incêndio de prontidão, observando que os imóveis acima são vazios, sem moradores, isso quer dizer que não há “sem tetos” em Cachoeira, ou há.


"Tudo bem, não instalou. Mas é aceitável que aquelas famílias de sem teto estivessem morando naquele casarão?! São casarão dos séculos XVIII, XVII, constituído quase todo de madeira e em que a combustão é quase instantânea, eu não sou especialista, mas a combustão é rápida. São famílias que viviam sem energia elétrica ligada, sem gás para o cozimento dos alimentos e lidando com fogareiros", questionou Rui Costa.


Espera-se que nosso governador Rui Costa, possa com sua simplicidade e humildade de quando pediu voto aos baianos, possa rever seus conceitos temporais de que trata esse caso, que perdemos filhos, sobrinhos, netos e bisnetos, somos uma família governador, igualzinha a sua, apenas não tivemos tanta sorte, não nos envergonhamos de sermos o que somos, só não éramos “sem tetos” até então. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário